O produtor musical Ângelo Ferreira se considera um grande sortudo no meio de tanta gente. Depois da tentativa fracassada em ir para a última Copa das Confederações, o paraense de 31 anos resolveu, sem maior pretensão, tentar a sorte por alguns ingressos de jogos, e quis o destino que dessa vez, depois de bater na trave em 2013, fosse um dos privilegiados em assistir o maior evento futebolístico do Mundo.
Ao saber que o Mundial seria realizada no Brasil, mesmo sem nada programado resolveu arriscar. “Ano passado, eu tentei ir na Copa das Confederações, mas não fui sorteado para nenhum jogo, daí fiquei guardando aquilo comigo, que tinha de ir nessa Copa do Mundo. Principalmente pelo fato de ser no Brasil, a vontade aumentou. Tinha essa ideia de ir num jogo, seja em qual cidade for, daí me inscrevi no sorteio dos ingressos e consegui comprar pela internet”, conta.
Ângelo vai com outros quatro amigos assistir ao jogo entre Brasil e México, nesta terça-feira, depois retorna à capital, onde aguarda o andamento da competição, na torcida por um encontro mais adiante. “Compramos ingressos para este jogo e para a final, no Rio de Janeiro. A torcida é para que o Brasil esteja lá, caso contrário, podemos vender os ingressos”, diz.
A ida para Fortaleza, segundo ele, não foi um empecilho, mas uma ajudinha da sorte foi essencial, haja vista os preços das passagens aéreas, que costumam subir antes de datas mais badaladas. Das malas prontas, alguns itens já são indispensáveis. “Levo a bandeira do meu time para todos os lugares. Sempre fiz questão de levar uma bandeira do Paysandu e uma do Pará, até porque ficamos de fora da festa, mas os paraenses estão em todos os lugares. Essa é a minha ideia, vejo pessoas de Remo, Paysandu, e quando posso sempre represento o meu time”.
Tentativa foi feita em todas as sedes
A verdade é que, com as passagens, hospedagem e ingresso garantido, Ângelo vai para Fortaleza não só para curtir os momentos ímpares que um evento mundial proporciona. “Você está do lado de pessoas do mundo inteiro. Eu não falo Inglês, mas na hora a gente dá um jeito, conversa, brinca. O interessante da Copa é ter essa experiência com outras culturas”, responde ele, que antes de ‘cair’ em Fortaleza arriscou todas as sedes possíveis.
“Passei muitas horas, mas tive a sorte de conseguir por entrar no momento exato. Saí dando ‘chute’ em todos os jogos, desde a primeira fase até a final. Liguei para alguns amigos e fiz o convite, daí vários embarcaram na ideia. Todo mundo se inscreveu no prazo, e em meados de novembro chegou o e-mail de confirmação, mas vários amigos foram sorteados para cidades diferentes”, explica.
Ângelo está confiante, mas acredita que o Brasil não terá vida fácil e aponta até os mais favoritos. “O México não é uma seleção que joga como a Croácia, que aproveita os erros para ir em cima. O estilo de jogo dos mexicanos é o ofensivo. Além do mais, alguns jogadores de lá tem essa característica, como o Chicharito. Não só o México, mas existem outras grandes seleções favoritas, como Argentina, Alemanha e uma surpresa, que acho ser a Bélgica, que tem alguns jogadores atuando na Europa”, encerra. (L.G.R.)
(Diário do Pará)
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