Quem imaginava, na comissão técnica do Paysandu, que a folga de 15 dias concedida ao elenco prejudicaria o condicionamento físico dos jogadores, acabou sendo surpreendido na avaliação física feita pelo grupo. Pelo menos é o que afirma, o preparador Antônio Pompeu. Segundo ele, a grande maioria dos jogadores retornou à Curuzu em condições adequadas, alguns até com peso abaixo do normal. “Foi uma surpresa positiva”, admite.
De acordo com Pompeu, o descanso era obrigatório, já que o time vinha de uma maratona de jogos. “Essa parada era necessária. Até antes da paralisação do campeonato (Série C do Brasileiro) fizemos 40 partidas. Um número excessivo de jogos, sem dúvida”, avalia. O preparador elogia o comportamento que os jogadores tiveram durante o período em que o grupo ficou longe da Curuzu. “Os atletas cumpriram à risca a orientação que receberam. Isso deixou a comissão técnica bastante satisfeita”, comentou.
Pompeu opina sobre a definição quanto a saída do elenco para um período de treino fora de Belém, com vistas a sequência do Brasileiro. O preparador expôs um pensamento bem racional. “Se o grupo tiver uma boa estrutura para trabalhar lá fora vai ser ótimo. Agora, se as condições não forem favoráveis, o melhor que temos a fazer é continuar treinando aqui, onde temos campo e academia para a preparação do grupo”, argumentou.
A diretoria do Papão já anunciou que, em princípio, não vai mais mandar o time para treinar fora de Belém. A intertemporada que vinha sendo estudada, segundo a direção bicolor, só vai acontecer se surgir o convite de alguma prefeitura do interior do Estado.
Assim sendo, os bicolores continuam se preparando com treinos no campo do Kasa, em Ananindeua, e na academia da Curuzu. Também não há previsão de alguma partida amistosa antes do jogo do dia 20 de julho, contra o Cuiabá-MT, na reabertura da Série C do Brasileiro.
(Diário do Pará)
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