“Estão me humilhando”. Está foi a afirmação do atacante Zé Soares ao se referir ao Clube de Remo. Desde que soube de sua dispensa, pela imprensa paraense, o jogador tem passado por momentos difíceis em Belém.
Não podendo treinar, com salários atrasados e sem a sua rescisão contratual, Zé Soares dispara duras críticas ao time. “Ninguém me chamou para conversar. Aí, eu chego lá para treinar e não tem roupa para mim. O pior é que não posso ir embora, porque estou há dois meses sem receber salários e sem minha dispensa”, desabafou o jogador.
Zé Soares tem contrato com o Leão até novembro de 2014. “Ninguém me ligou, a última conversa que tivemos, a diretoria me informou que queria reduzir o meu salário em 70%, isso não existe. O pior é que eles não me dispensaram oficialmente e eu não posso treinar”, contou.
O jogador ainda revelou que essa situação tem causado muito desconforto, já que depois de muito esforço conseguiu fazer sua mudança para Belém (PA) e não teve uma chance no time. “Eles pensam que as coisas são assim, queriam me trazer, eu gastei uma grana para fazer a mudança e agora me tratam desse jeito. Nem no amador é assim”, disse.
Zé Soares diz se sentir constrangido quando vai ao Baenão, estádio do Remo. Ele alega que não tem roupa para treinar e nem é recebido por ninguém da diretoria que possa resolver a sua situação. “Não posso trabalhar e fico nessa situação constrangedora”, finalizou.
Outra versão
Entre tantas críticas de Zé Soares, Henrique Custódio, vice-presidente do Remo, afirma que os salários estão em dia. “Está tudo ok com isso, falta apenas o mês de junho, que será pago até o dia 10 de julho”, contou.
Sobre rescisões e liberação, o vice contou que elas estão sendo feitas aos poucos. “O único que recebeu foi o Diogo Silva, os outros ainda estão em negociação. Falta acertar com os outros quatro (Athos, Leandrão.Zé Soares e Thiago Potiguar). Nenhum deles está treinando”, concluiu.
(Bruna Dias/DOL)
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