A falta de dinheiro é o primeiro adversário que vem sendo enfrentado pela diretoria do Paysandu, antes do reinício da Série C do Campeonato Brasileiro. Os dirigentes não escondem que a escassez de recursos financeiros tem atrapalhando o planejamento para a sequência da temporada.
A dificuldade já era prevista pelo presidente Vandick Lima, que, antes do recesso da competição, previu embaraços em função da falta da arrecadação nas bilheterias. Para piorar, o projeto Sócio-Bicolor, uma das maiores fontes de renda do clube, também teve sua arrecadação bastante reduzida a menos da metade.
Dos sete mil associados, pouco mais de mil estão em dia com suas mensalidades. A falta de recursos fez o clube suspender a intertemporada que o time faria no interior do Estado. Para deslocar o grupo até Barcarena ou Castanhal, cidades preferidas pela diretoria, seriam necessários, cerca de R$ 45 mil, valor que o clube não dispõe no momento.
As dificuldades não estão restritas apenas à mudança no plano de preparação do time. Alguns jogadores já se mostram insatisfeitos com o atraso no pagamento dos salários e premiações, que foram prometidos ao grupo, embora a equipe tenha perdido a Copa Verde e o Parazão. Esse é o caso do atacante Lima, que espera resolver sua permanência ou não na Curuzu até esta sexta-feira. O jogador assegura que sua eventual saída do clube não está diretamente relacionada ao suposto interesse de outros clubes. “O problema não é nem esse (interesse de outros clubes), mas salários atrasados e premiações”, conta Lima.
Outro que aguarda uma definição é o atacante Heliton, que interessa ao Remo. O problema é que o Leão só pretende contratar o jogador se o Papão arcar com metade do salário, algo que não concordam os bicolores. Já o goleiro João Gabriel também espera pelo acerto de rescisão contratual com o clube, depois de ter entrado na lista de dispensas.
(Diário do Pará)
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