Ele é brasileiro e não tem nenhum parente argentino, mas, diferente da maioria, é torcedor fanático e apaixonado pelo futebol daquele país e sempre que pode, acompanha a seleção nas competições.
A admiração do paraense Ademir Junior, de 29 anos, pela Seleção iniciou na Copa de 94. Naquele ano ele teve contato pela primeira vez com um dos maiores ídolos “hermanos”, o craque Maradona. “Eu já gostava muito de futebol e na Copa de 94 vi o Maradona pela primeira vez e me encantei. Aos poucos, fui procurando conhecer um pouco mais sobre o futebol argentino e à medida que fui crescendo fui admirando mais ainda”, revelou.
A paixão pelo futebol dos hermanos é tanta que o fanatismo ultrapassou barreiras e fez com que Ademir tivesse um contato mais próximo com o país. Hoje, ele trabalha para o governo argentino, por meio de projetos de pesquisa dentro do país.
Ao saber que seria pai, o argentino por opção batizou o filho de Gabriel, em homenagem ao maior goleador da Argentina em Copas, o ex-jogador Gabriel Batistuta. E não parou por aí. A festa de aniversário de Gabriel, hoje com 1 ano, foi com o tema da Argentina.

Reprodução / Arquivo Pessoal
Enquanto a maioria dos torcedores brasileiros está tensa com a possibilidade de a Argentina conquistar o título da Copa do Mundo justo aqui, Ademir está ansioso para o confronto. “Esse jogo da final vai ser de muitos detalhes. A Argentina é conhecida como “a antipática”, mas quem tiver mais vibração e poder técnico levará o título”, disse o torcedor.
“Que venha o título. Vai ser 1 x 0 para a Argentina e com um gol polêmico. E para causar ainda mais raiva, com um gol feito por Messi”, disparou.
Perguntado sobre para quem torceria caso a final de Copa do Mundo fosse entre Brasil e Argentina, Ademir não pensou duas vezes e respondeu: “sem dúvida para a Argentina”.
Como essa final só pode ser cogitada novamente daqui há quatro anos, o negócio agora é pensar no jogo deste domingo (13), entre Argentina e Alemanha, às 16h, no Maracanã, quando o duelo se tornará o mais repetido na história das decisões de Mundiais: três vezes.
(DOL)
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