A relação entre Independente Tucuruí e Samuel Cândido teve dois momentos marcados na última temporada: dentro e fora de campo. Nas quatro linhas, o resultado foi bom, com um time montado às pressas, que foi campeão da primeira fase do Parazão. Fora dele, a relação terminou mal. O presidente do clube, Deley Santos, acusou o treinador e vários atletas de negociarem resultados para beneficiar o Águia.
Ao final da primeira fase, Samuel e a maior parte do time deixaram Tucuruí, mas após oito meses a relação turbulenta ganhou um novo capítulo. O treinador acionou a Justiça do Trabalho para cobrar dívidas não pagas pelo clube.
Segundo o técnico, seu contrato com o clube iniciou em outubro de 2013. Nele, havia um valor de R$ 7.500,00 e mais a promessa de premiação de R$ 10 mil em caso de classificação à fase principal. Samuel reconhece que o clube lhe pagou os salários corretamente, mas lhe deve a premiação e a diferença de dias trabalhados em dezembro, na reta final da primeira fase.
Antes de entrar na justiça, o técnico tentou resolver de forma amigável a questão diretamente com a direção do clube. Após apalavrado que receberia sua premiação e demais pendências financeiras, depois do depósito da cota de patrocínio que o clube recebe da prefeitura, Samuel Cândido chegou a assinar um recibo para prestação de contas e liberação do valor. Porém, os meses se passaram, cotas foram depositadas e o o acordo não foi cumprido. Por isso, ele procurou a justiça.
Segundo os cálculos apresentados pela sua advogada, Elisângela Mora da Silva Jorge, os valores atualizados do débito devido pelo Independente são de R$ 41.721,79 e envolvem, além da multa pelo atraso, valores referentes a 13º salário, férias proporcionais e valores devidos junto ao FGTS e INSS, assim como as multas fundiárias, em função do não recolhimento destes direitos obrigatórios.
(Diário do Pará)
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