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ESPORTE PARÁ

Camisa 10 do Remo está fora mais uma vez

Enquanto o grupo principal do Clube do Remo prossegue a jornada em busca da primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro, já no próximo jogo contra o Inteporto-TO, neste sábado, fora de casa, alguns jogadores, principalmente os recém-contratados,

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Enquanto o grupo principal do Clube do Remo prossegue a jornada em busca da primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro, já no próximo jogo contra o Inteporto-TO, neste sábado, fora de casa, alguns jogadores, principalmente os recém-contratados, continuam sob os cuidados do departamento médico. O meia Danilo Rios, por exemplo, está fora da partida contra os tocantinenses, porque sofreu lesão grau um na região posterior da coxa esquerda, segundo os exames.

E sobre a ausência de alguns desses jogadores, como os meias Danilo Rios e Marcinho, o departamento médico tem mostrado dedicação para devolvê-los ao gramado. Desta vez, no entanto, coube ao fisiologista Erick Cavalcante explicar o que acomete os atletas. “Danilo Rios e Marcinho são dois atletas que não eram nossos. Chegaram agora e foram avaliados imediatamente. No caso do Rios, eu o avaliei no dia da viagem, foi o que pude fazer, mas ele jogou e depois sentiu. O Marcinho chegou, foi avaliado, fez trabalho físico, por não vir em atividade”, explica o fisiologista, que vai um pouco além sobre o segundo caso.

“Ele (Marcinho) perdeu muito líquido por jogar no nosso Estado. Depois disso sentiu um desconforto. Fizemos novos exames e foi constatado um discreto edema. É preciso prevenir e eu o trouxe para um protocolo de antecipação de recuperação e reforço da massa magra do atleta. O técnico aceitou a proposta e fez o acordo de devolvê-lo em plenas condições. Foi sensato”, revelou Cavalcante.

Marcinho veio de São Paulo, após disputar o certame estadual pelo Linense, enquanto Danilo Rios veio do Fortaleza, onde não conseguiu espaço no grupo titular, até ser contratado pelo Remo. Destes, só o atacante Alvinho não está no DM e ontem formou dupla com Rafael Paty no time reserva do mini coletivo.

Time treinou com quatro alterações

Ontem pela manhã, o técnico Roberto Fernandes deu início a montagem do elenco que enfrenta o Interporto neste sábado, às 16 horas, em Porto Nacional (TO). A pauta do treino matinal foi baseada em um mini coletivo, com nada menos que quatro mudanças no time principal. A mais sentida foi a ausência do atacante Roni, que não participou do trabalho e fez treino separado com o fisiologista Erick Cavalcante.

As mudanças aconteceram nas laterais, no meio-campo e no ataque. O primeiro time entrou em Dadá na direita, depois substituído por Ilaílson, também improvisado. A equipe ficou assim: Maicky Doulgas; Ilaílson, Raphael, Max e Régis; Dadá, Michel, Reis e Alex Ruan; Thiago Potiguar e Leandro Cearense. O placar foi de 1 a 0, com gol do meia Reis.

Do outro lado, a formação reserva entrou com Fabiano; Levy, Igor João, Rubran e Rodrigo Fernandes; Warian Santos, Jhonnathan, Robinho e Ratinho; Alvinho e Rafael Paty. Com as mudanças, pelo menos duas estreias devem ocorrer no próximo jogo, entre elas, a do volante Régis, deslocado para a lateral-esquerda. “Eu já tinha trabalhado com ele nessa função, ele pediu só para que eu marque forte, e ajude o Max na fechada”, explicou o jogador.

Com Régis na lateral, Alex Ruan foi deslocado para o meio, atuando mais pela esquerda, na ligação direta com o ataque, função já desempenhada a pedido do próprio técnico. O Remo está atualmente na terceira posição do Grupo 2 a precisa de uma vitória para encostar na liderança. “Como a gente assiste aos jogos e às vezes tem a oportunidade de entrar no decorrer dele, é importante pensar em algo diferente: marcar, quando estiver sem a bola, e atacar, na posse dela. Foi assim que entrei e com a instrução do técnico”, comenta o volante Ilaílson, agora na direita, sobre a nova tática do time.

Potiguar pode ganhar vaga de Roni

Os últimos jogos não tem sido fáceis para o garoto Roni. Aos 19 anos, ele teve o prazer de ser campeão estadual, com uma aparição meteórica e ao mesmo tempo surpreendente. Virou xodó da torcida graças às belas atuações individuais, mas no início da Série D veio o primeiro momento ruim, e com ele, as pressões e aparente ida para o banco de reservas.

O maior desafio, deste então, tem sido diagnosticar o que de fato ocorre com o jovem, e coube ao fisiologista Erick Cavalcante trabalhar de forma isolada com o atleta, enquanto os demais participavam do coletivo. “Quem olha o Roni percebe que a fisiologia tem pouco a ver com o baixo rendimento dele. É um garoto magro, tem 19 anos, só hormônio no corpo. Os exames fisiológicos dele sempre estão entre os melhores, mas é óbvio que existem outros fatores que expliquem a queda no rendimento”, disse.

Por outro lado, com a ausência dele, Thiago Potiguar foi escalado. O desempenho agradou o técnico e caso continue desta forma, provavelmente Leandro Cearense terá um novo companheiro da área. “Ainda não está decidido nada, mas se caso o professor decida, é um parceiro que já tive a oportunidade de jogar junto. Independente de quem for escolhido, nós temos que vencer, pois está na hora”, opina Leandro Cearense, respeitando a decisão do técnico em mudar a formação tática da equipe. “Quando não se ganha, é preciso mexer. Graças Deus até o momento não mexeram comigo, mas eu sei que tudo pode acontecer e eu prefiro achar que neste momento nós vamos vencer”, finaliza o atacante.

(Diário do Pará)

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