Ao final do treino coletivo de ontem, o técnico azulino ressaltou os pontos positivos da equipe, os critérios na montagem da formação titular e quais dúvidas ele levará até o momento da partida contra o Interporto. Aliás, sobre o adversário, ele disse não ter informação nenhuma, e aparentemente, o que mais preocupa é a longa viagem.
Para jogar na cidade de Porto Nacional (TO), a delegação do Remo terá que passar por nada menos que quatro escalas de avião, além de um trecho de ônibus. Esta situação deixou o treinador claramente contrariado, pois lhe faltará tempo para fazer um último trabalho com bola. A saída de Belém estava prevista para acontecer às 6h28 desta sexta-feira, com chegada por volta das 15h30, sem antes realizar uma pequena turnê.
“Esse é o meu 11º Campeonato Brasileiro ininterrupto. Posso dizer que nunca fiz essa viagem na minha vida. Nós saímos às 6 da manhã e fazemos Belém-Imperatriz; Imperatriz-Belo Horizonte; Belo Horizonte-Goiânia; Goiânia-Palmas, e depois temos mais 60 quilômetros até a cidade de Porto Nacional!”, detalhou o treinador, ressaltando a falta de tempo como um grande empecilho, dificilmente empregado com equipes de outras séries.
“Você viajar em torno de dez horas às vésperas de um jogo que vai ser às 16 horas. É algo inconcebível. Eu pagaria para ver se fariam isso com São Paulo, Flamengo... É uma coisa chata, mas que nem é culpa do clube, mas sim da empresa que toca o campeonato, a mesma que cuida da Série A, B e C e não olha com o mesmo critério”, critica.
(Diário do Pará)
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