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Paysandu tem mais um resultado amargo

O Paysandu segue sem vencer na Série C. Ontem, jogando de portões fechados ao público, no estádio Maximino Porpino, em Castanhal, o time bicolor voltou a decepcionar seus torcedores, que tiveram de sofrer com o ouvido ligado no radinho, ao empatar, sem go

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O Paysandu segue sem vencer na Série C. Ontem, jogando de portões fechados ao público, no estádio Maximino Porpino, em Castanhal, o time bicolor voltou a decepcionar seus torcedores, que tiveram de sofrer com o ouvido ligado no radinho, ao empatar, sem gols, com o Crac-GO. O resultado manteve o Papão na 8ª colocação, um degrau apenas da temida zona de rebaixamento à Série D do ano que vem. O adversário, que se deu por satisfeito com o ponto roubado fora de casa, permanece na 9ª posição, com oito pontos, um a menos que os bicolores.

A partida começou com dez minutos de atraso devido a falta de policiamento e ambulância. Quando a bola começou a rolar, uma forte chuva, acompanhada de muito vento, desabava sobre a Cidade Modelo. O Papão começou o jogo dando a ideia de que, finalmente, acabaria com o jejum de vitórias, que chega a seis partidas na Série C. O time alviazul explorava bem a velocidade do meio pra frente, principalmente com Pikachu.

Mas a agilidade do Papão não tinha o acompanhamento necessário da organização. Desta maneira, o time chegava bem à frente, mas se atrapalhava no arremate final para o gol. O time listrado tinha mais presença ofensiva, fuçando a defesa adversária. Apesar do maior volume, tudo o que a equipe conseguiu foram alguns poucos chutes, que tiveram como destino a linha de fundo ou as mãos do goleiro Dudu. O Crac se guardava na defesa e explorava os contra-ataques, sem sucesso.

No segundo tempo, com o gramado mais seco, os times puderam rolar mais a bola. O Papão voltou mais aceso, porém, com os mesmo erros nas finalizações. Até os 25 minutos o time bicolor foi superior. A partir daí, cedeu espaço ao Crac, talvez por expor-se tanto ao ataque, e o jogo ficou equilibrado. Em uma das investidas, Zé Neto quase abre o placar em favor do time goiano. A melhor chance bicolor surgiu numa jogada em que Lúcio quase marca contra o próprio gol.

Para jogadores não faltou luta

Abatidos. Foi assim que a maioria dos jogadores do Paysandu deixou o gramado. O volante Zé Antônio reconheceu que a fase não é das mais positivas para a equipe alviazul. “A gente lutou. Tivemos algumas chances, mas não conseguimos fazer”, disse.

Em seguida, o meio-campista procurou amenizar a situação. “Pior teria sido se a gente tivesse perdido. Pelo menos conseguimos somar um ponto”, comparou. O volante observou que, depois de desperdiçar dois pontos em “casa”, o Papão tem de tentar surpreender os adversários em seus redutos. “Essa é a única saída. Temos de vencer lá fora para compensar os pontos perdidos aqui”, concluiu. Para o meio-campista Augusto Recife, o time não pode ser acusado de não ter se empenhado em campo. O experiente jogador afirmou que a “dura” dada pelo técnico Vica serviu para alguma coisa. “Acho que foi importante ele falar o que falou. Não dá para ter 25 remando para um lado e seis para o outro. Espero que isso tenha servido de lição para alguns”, disse.

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(Diário do Pará)

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