Não bastasse a alegria por ter conquistado a primeira vitória na Série D do Campeonato Brasileiro, ter pulado para a vice-liderança do Grupo 2 e poder desfrutar de uma folga na próxima rodada, os jogadores do Clube do Remo tiveram outro motivo para comemorar: o departamento médico está sem nenhum atleta sob orientação. A notícia tem efeitos práticos importantes, pois libera todo o plantel para os planos do técnico Roberto Fernandes.
Ao todo, quatro jogadores estavam vetados por questões médicas. Os primeiros a serem liberados foram o lateral-direito Levy e o meia Ratinho. Em seguida, os meias Danilo Rios e Marcinho. “O Rios estava com uma lesão no adutor da coxa e o Marcinho com um edema na região posterior da coxa. Fizemos o tratamento, ele passou a trabalhar com o fisiologista e depois foi liberado para o trabalho com bola”, explica Jorge Silva, médico do clube.
Com as liberações, o grupo segue completo para o amistoso deste domingo, às 16 horas, no Baenão, contra a seleção da Etiópia. “Apesar de você ter 30 atletas no grupo, mas só jogarem 11, o treinador quer que todos eles estejam à disposição”, reafirma Silva, assegurando que a questão médica nos clubes é uma das mais ativas. “Em determinado tempo você tem quatro ou cinco jogadores no departamento médico, e você, às vezes, passa 15 ou 20 dias com ‘besteiras’, tipo dor muscular. O departamento médico tem que conviver com isso e não se estressar”, entende.
O único problema, segundo o médico, é que a estabilidade física dos atletas pode ser quebrada a qualquer momento, daí a importância em fazer continuamente os trabalhos de prevenção. “Felizmente não temos ninguém que preocupe, mas a gente não sabe se um jogador pode chegar com algum sintoma. No geral, liberamos, mas o jogador precisa de uma fase de transição, readaptação muscular”, encerra Jorge Silva.
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(Diário do Pará)
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