Em novembro do ano passado, a diretoria do Clube do Remo apresentou para a comunidade azulina o projeto do novo Baenão, um estádio moderno, com capacidade para 20 mil torcedores, dotado de boa infraestrutura, gramado novo, alambrado em blindex, pintura total do estádio e um moderno prédio que abrigaria 30 camarotes e 1.563 cadeiras.
Entretanto, 10 meses após o lançamento, a principal obra do projeto sequer começou, embora a comercialização dos espaços tenha atingido praticamente 100% nos camarotes e 60% nas cadeiras. A dificuldade financeira enfrentada principalmente pelo bloqueio de cotas de patrocínio, dívidas na Justiça do Trabalho, falta de jogos em Belém e a folha salarial elevada, impediram a diretoria de bancar a construção.
Com o passar do tempo, a diretoria do clube, na figura do seu presidente, resolveu tomar uma atitude para tocar o investimento. “Eu vou correr atrás dos parceiros que vão nos ajudar”, disse Zeca Pirão. Segundo informações, duas empresas locais da construção civil e um grupo de investidores de Goiás estariam interessados em bancar a obra, ganhando o direito de gerenciar os espaços por quatro anos.
Mas, para sair do papel, de acordo com o presidente do Condel, Manoel Ribeiro, a iniciativa precisaria partir do próprio Zeca Pirão e ser apresentada na reunião do conselho. “Se o presidente apresentar, nós vamos debater o assunto. Não vamos discutir uma coisa sem que ele apresente uma proposta para nós. A decisão de debater precisa partir do presidente do clube”, informou.
Por outro lado, o presidente Zeca Pirão dá outra versão. “Eu não vou apresentar nada. Eu preciso primeiro de uma autorização do Condel para que eu corra atrás dos parceiros que vão tocar a obra”, rebate, enquanto a obra segue sem solução.
(Diário do Pará)
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