A situação preocupa. O momento atual do Águia de Marabá, na lanterna do grupo A da Série C desde a sexta rodada, é o pior resultado do clube desde que começou a disputar a competição de forma consecutiva, em 2008. Em Belém, como em vários outros centros, esse tipo de situação gera uma busca desenfreada por reforços e mexidas no grupo constantes até o time tomar um norte.
Mas, em Marabá, a promessa é que não será feita nenhuma extravagância. “Não há essa alternativa de contratar jogadores porque a folha salarial atual já extrapola o limite do clube. O grupo que temos é este, e é com ele que vamos contar para reagir na Série C”, avaliou o técnico Everton Goiano.
Com um plantel de 30 jogadores, e uma folha em torno de 200 mil reais mensais, o Águia se reforçou desde a pausa para a Copa, contratando atletas como o zagueiro Charles, o volante Mael e o atacante Tiago Furlan, que só agora começam a ser aproveitados no grupo. “São jogadores que começaram em desvantagem em relação ao resto do conjunto na parte física, mas têm correspondido. O Mael entrou muito bem no meio-campo, compactando o time, assim como o Charles. Vamos testando as opções, mas acredito que o time está numa crescente positiva”, afirmou o técnico, que não chegou a indicar reforços para o time.
Testando as alternativas, Everton vai jogando com as peças que tem. Para o treinador, a escalação que começou o jogo contra o Paysandu foi a melhor do time até aqui e, apesar dos desfalques, a escalação para o jogo contra o Salgueiro deve tomar como base aquele time. “Uma das ideias é colocar o Reinaldo no posto do Esdras. Para o posto do Aleílson temos o Tiago Furlan e o Valdanes, se avançarmos o Valdanes vamos avaliar se colocamos mais um volante ou mais um atleta de criação para compor o meio-campo”, comentou o treinador afirmando que a escalação sairá depois do último dos dois coletivos programados para a semana.
(Diário do Pará)
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