A diretoria do Clube do Remo começou a discutir sobre a possibilidade de mudar o local de mando de jogos do Leão na Série D.
O gramado do estádio Diogão, em Bragança, nordeste do Pará, recebeu muitas críticas dos jogadores azulinos após a derrota de 1 a 0 para a equipe do Guarany-CE na tarde do último domingo (17).
O lateral-direito, Levy, foi um dos que afirmaram que o campo não tem um solo adequado para jogar futebol. "Não há como dar uma sequência de passes certos neste tipo de gramado. A bola quica demais e os passes errados que comprometem o desempenho da equipe são inevitáveis", declarou.
O técnico Roberto Fernandes não quis atribuir o mau resultado ao estado do gramado, porém não deixou de fazer críticas. " Não quero usar o gramado como desculpa pela derrota. O time falhou, pois não teve competência para concluir as jogadas que criamos durante praticamente todo o jogo, mas o gramado não ajuda nem um pouco", afirma.
O diretor de futebol do Remo, Thiago Passos, confirmou que a diretoria já começa a amadurecer a ideia de tentar trocar de estádio. "Na primeira conversa que tivemos foi cogitado que tentássemos a alternativa de jogar em uma das arenas utilizadas na Copa do Mundo. Buscar uma parceria com o governo para jogar em Manaus, na Arena da Amazônia ou em Macapá (AP) poderá ser estudado. Precisamos priorizar a qualidade técnica da equipe. Percebemos que o time tem uma grande dificuldade para trabalhar a bola e ficamos prejudicados. Estamos buscando a melhor alternativa", finalizou.
Na primeira fase da competição, o Remo ainda terá dois jogos em seu mando de campo. No dia 7 de setembro, contra o Interporto-TO e no dia 14 quando enfrentará o River-PI.
(Ronald Sales/DOL)
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