Em dois jogos disputados na cidade de Bragança, o Clube do Remo conseguiu apenas um empate, contra o Moto Club, e uma derrota, diante do modesto Guarany de Sobral. Foi o estopim para novas tentativas de retirar os próximos dois compromissos da cidade e trazê-los, se possível, para Belém, talvez até de portões abertos, como os diretores azulinos têm sonhado.
E pensando alto, a diretoria já estuda uma possibilidade junto ao departamento jurídico. “Faremos uma solicitação administrativa à CBF, para que a gente cumpra parte da pena de 2012, só em 2015. Essa ideia já foi apresentada pelo vice azulino à FPF. É uma tentativa válida de ser feita. Se adiarmos o cumprimento da segunda pena, o Remo poderá jogar de portões abertos no Baenão”, explica o diretor jurídico André Cavalcante.
A questão se baseia no histórico de punições no STJD. A primeira aconteceu após um incidente em jogo contra o Mixto, na Série D de 2012. Deste julgamento, o Remo recebeu quatro jogos de punição, reduzidos a dois, pós-recurso. Já no dia 10 de novembro do mesmo ano, mais duas partidas entraram na conta, decorrente de atritos entre torcida e arbitragem, em jogo contra o Náutico-RR, pelo mesmo certame.
É nesta última que se concentram os esforços do clube. Em tese, o Remo cumpriria os jogos da pena no próximo ano, voltando a mandar seus jogos em Belém, baseado no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. “O artigo 175, no parágrafo fala sobre essa possibilidade. E com base nesse artigo a gente entende que quem tem a competência pra fazer a prorrogação é a CBF, O STJD age no quesito julgamento e punição”, detalha o diretor jurídico André Cavalcante.
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