A maior causa para o descontentamento do técnico foi a derrota para o Guarany de Sobral. Soma-se a isso, a má fase de alguns jogadores, sobretudo os atacantes. Na opinião de Roberto Fernandes, a pressão exercida por setores da mídia e da própria torcida, por uma sequência de resultados positivos, acaba complicando o lado emocional do próprio grupo.
“Vamos parar de denegrir os profissionais. Futebol é um esporte que tem seus resultados. Vejam o Felipão. Ele perdeu a Copa e apagou os títulos dele. Mas uma das equipes mais tradicionais do Brasil foi lá e o resgatou. Na hora que você perde você não é o rato e quando ganha não é o dono do mundo”, ressalta, incluindo até a própria trajetória no futebol para rebater os atuais críticos.
“Pega meu currículo dos últimos cinco anos e observem o que eu fiz no futebol. Nos últimos cinco anos eu disputei quatro finais de campeonato e ganhei duas. Fiz duas Séries B dentro de zona de classificação. Ano passado peguei uma equipe rebaixada e terminei em quarto lugar no segundo turno. Ano retrasado fiquei 16 rodadas na zona de classificação”, enumera, garantindo que não há entre ele e o plantel nenhum foco de incêndio.
“Alguns jogadores ficaram muito chateados com essas coisinhas que tentam plantar dentro do grupo. É difícil, na derrota, dizer que o adversário mereceu, ponto. Vamos para o próximo jogo. O mundo não se acaba com uma derrota. “Quiseram criar uma relação ruim entre eu e o Roni, que tem todo nosso apoio. O Leandro foi um dos destaques do estadual, mas só porque não marca não presta? Pera lá”, finalizou.
(Diário do Pará)
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