O ponto negativo na reabertura da Curuzu ficou por conta da atitude de uma criança, aparentando ter sete ou oito anos de idade, que atirou uma garrafa pet vazia para dentro do gramado, no segundo tempo da partida. O garoto foi denunciado por outros torcedores, apreendido por policiais que faziam a segurança do jogo e levado, em seguida, para uma das viaturas da Polícia Militar. Dentro do veículo, o garoto teria informado que foi induzido pelo ex-diretor do Papão, Carlos Silva, o Carlão, a cometer o ato de vandalismo.
O advogado Alberto Maia, chefe do departamento jurídico bicolor, prometeu tomar as medidas necessárias para tentar evitar que o clube volte a ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em função do incidente. “Corremos o risco de pegar outra punição e vamos trabalhar para ver o que pode ser feito”, disse Maia.
Uma fonte ligada à Federação Paraense de Futebol (FPF), afirmou, no entanto, que o árbitro não tomou conhecimento do incidente e que, assim sendo, não deverá citar o caso no relatório da partida. Ainda assim, o departamento jurídico bicolor ficou de acompanhar o caso atentamente. “O Paysandu tem duas páginas de reincidência e dificilmente deixará de ser punido, caso venha a ser denunciado”, observou Maia.
O OUTRO LADO
Procurado pela reportagem do caderno Bola, ontem pela manhã, o ex-diretor de segurança do Paysandu, Carlos Silva, 58 anos, negou que tenha orientado a criança a atirar a garrafa pet para dentro do gramado. “Isso é uma grande mentira, uma calúnia contra a minha pessoa”, defendeu-se. Carlão, como é mais conhecido no meio esportivo, contou que assistiu ao jogo, mas em local bem distante onde o menor foi apreendido.
“Sai do estádio faltando dez minutos para o final da partida sem saber que tinham envolvido meu nome nessa história”, disse.
“Jamais faria uma coisa dessas para prejudicar o Paysandu”, disse. O ex-diretor, que é filho de Nabor de Castro e Silva, dirigente histórico do clube, já falecido, não descarta a possibilidade de entrar com ação na justiça contra o Paysandu. “Se tiver de entrar na justiça, infelizmente, vou ter de entrar para preservar a minha integridade moral”, afirmou.
(Diário do Pará)
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