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ESPORTE PARÁ

Remo e Paysandu podem igualar condenações no STJD

Remo e Paysandu têm utilizado os seus respectivos departamentos jurídicos quase com a mesma frequência de que os seus atletas. A frase pode até ter um tom de exagero, porém a torcida paraense sabe que de uns tempos pra cá nunca se falou tanto de assuntos

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Remo e Paysandu têm utilizado os seus respectivos departamentos jurídicos quase com a mesma frequência de que os seus atletas. A frase pode até ter um tom de exagero, porém a torcida paraense sabe que de uns tempos pra cá nunca se falou tanto de assuntos de tribunal relacionados ao mundo da bola.

As duas maiores forças do futebol do Pará têm tido muito trabalho para tentar reverter casos de infrações de torcedores que extrapolam demonstrando um comportamento que ameaça o espetáculo. Objetos atirados em campo contra a arbitragem, rojões disparados nas arquibancadas em conflito de torcidas rivais e outros tipos de violências têm sido motivo de preocupação para quem vive o futebol.

Após cumprir a punição de 5 jogos na Série C distante dos seus domínios e até de portões fechados, o Paysandu corre o risco de sofrer nova pena. Após a partida contra o Salgueiro, na reabertura da Curuzu, o árbitro Wagner dos Santos Rosa citou, na súmula, o arremesso de uma garrafa em direção ao gramado do estádio. Com isso, o Paysandu pode sofrer uma nova punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pois é reincidente neste caso.

No Remo, a situação não é diferente. O Leão ainda cumpre a punição que sofreu há dois anos, em duas situações diferentes: contra o Náutico-RR e contra o Mixto-MT na Série D de 2012, no Mangueirão.

Para a advogada do Remo, Vanessa Egla, punições com perda de mando de campo aos clubes devem ser revistas. "Acredito que elas devem sim ser aplicadas. Contudo, creio que há um exagero e até mesmo um equívoco quanto à forma de aplicação. Elas existem para obrigar os Clubes de Futebol a tomar todas as medidas adequadas e necessárias para prevenir qualquer incidente, principalmente no que concerne às medidas preventivas. Portanto, acredito que a análise para a aplicação não deveria ser o incidente em si, mas sim a ausência do clube quanto às medidas de segurança adotadas em seus jogos. O Grêmio-RS, por exemplo, quando sua torcida cometeu o primeiro ato racista, foi punido apenas com um ou dois jogos, ao passo que o Clube do Remo, cuja torcida jogou um bagaço de laranja, foi punido com quatro", compara Vanessa.

Leão e Papão são réus reincidentes nestes 11 anos de criação do Estatuto do Torcedor. Caso o Paysandu seja punido no caso da garrafa arremessada ao gramado, no último jogo em casa, empata com o Remo no número de condenação impostas pelo STJD.

O Remo já foi punido 14 vezes por mau comportamento da torcida. O que rendeu uma perda de renda significativa aos cofres azulinos. Curiosamente, o maior rival está quase alcançando esta marca. Ao todo, o Paysandu tem 13 casos envolvendo punição com perda de mando de campo.

(Ronald Sales/DOL)

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