Outra disputa boa travada na formação azulina pode ser vista no meio-campo. Do jogo passado, o técnico remista fez ressalvas sobre todos os jogadores que tem à disposição e parecia deixar claro que durante os 90 minutos poderia fazer alguns testes no setor. E assim foi: Reis, que iniciou como titular, deu vaga para Marcinho, enquanto Danilo Rios saiu para a entrada de Ratinho.
As duas alterações traçaram um panorama do que poderá ser feito neste domingo, a depender do resultado construído ao longo da partida. De um lado, Reis tem a preferência, embora tenha sido advertido algumas vezes sobre as oscilações em campo, fator que forçou a sua substituição diante do Interporto. Ainda assim, o meia esbanja confiança no resultado.
“O jogo diante do River pode selar nossa classificação. Independente do time que enfrentamos, a nossa vontade é de vencer. Agora, são atletas iguais a gente, trabalham para classificar e não vão facilitar. Acho que será um bom desafio. É uma ‘agonia’ boa lutar pela nossa classificação”, opina Reis.
Por outro lado, mais como esperança de fôlego no segundo tempo, Ratinho espera ter nova oportunidade para, quem sabe, fortalecer o time e de quebra deixar mais um gol nas redes do adversário. “Deus vem nos abençoando no trabalho e vamos pedir cada vez mais a melhora. Essa semana foi muito intensa, e acredito que o time esteja preparado para mais esse desafio. Se o professor optar por mim, eu estou pronto e quem sabe deixo mais uma marca aí para essa torcida”, festeja o meia.
Alex Ruan está de volta à lateral
Por toda a semana, imaginou-se que o técnico Roberto Fernandes manteria a primeira opção utilizada para a lateral-esquerda, até então sob a responsabilidade de Régis, que apesar de ser volante de origem, tem sido improvisado na lateral com a justificativa de reforçar a marcação sobre os adversários. Entretanto, no último coletivo, realizado na sexta, Alex Ruan retornou ao posto com a confiança do chefe.
“A única alteração é o retorno do Alex. Conversamos bastante com ele e ele sabe porque havia saído do time. É um jogador que não vinha atuando mal, ele saiu por uma questão de equilíbrio. A equipe do Remo é muito ofensiva e precisa dessa estabilidade. Com ele, o time perde estatura e perdemos um pouco na marcação”, esclarece o treinador.
O objetivo com a troca, a princípio, seria tornar o time mais compacto na marcação, mas por jogar em casa, precisando do resultado para disparar na liderança, Fernandes decidiu apostar no que Alex tem de melhor, que é a velocidade de contra-ataque, mas sem descuidar da volta. “No que diz respeito ao apoio, ele tem um grande potencial, mas hoje, na tendência de jogar na linha de quatro, o lateral tem por obrigação marcar bem”, exige. “Resolvi não começar improvisando para ele mostrar que também pode ser um lateral e não só um ala”, completa o treinador.
(Diário do Pará)
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