A boa notícia para a torcida do Paysandu veio antes do esperado. O julgamento do clube, pela quarta comissão disciplinar, do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que deveria ocorrer somente a partir das 17h30 de ontem, de acordo com a pauta da sessão, foi antecipado e, o que foi melhor para a Fiel Bicolor: o Papão acabou sendo absolvido no episódio em que um torcedor de 16 anos atirou uma garrafa PET vazia para o gramado no jogo do dia 30 de agosto, contra o Salgueiro-PE, na reabertura do estádio.
Com a absolvição, o Papão poderá enfrentar o Treze-PB, dia 29, no local, assim como seus próximos adversários em Belém, caso o time avance à segunda fase da competição. O resultado do julgamento foi festejado pela diretoria, que temia pelo pior, que seria a equipe voltar a jogar fora de Belém, como aconteceu em seus primeiros cinco jogos como mandante no Brasileiro. Os jogadores, assim como o técnico Mazola Júnior, também festejaram o desfecho do caso.
O advogado Alberto Maia, chefe do departamento jurídico do Paysandu, viajou ao Rio de Janeiro preocupado com a possibilidade de o clube voltar a ser punido pelo STJD. Maia ressaltou, por diversas vezes, que por ser reincidente em situações parecidas com a ocorrida contra o Salgueiro, o Papão corre sempre o risco de punido pelo tribunal. Mas, no julgamento de ontem, o clube acabou tendo resultado benéfico aos bicolores. O Papão voltou a ser defendido pelos advogados Itamar Cortes, Osvaldo Sestário e, claro, Maia.
Os jogadores já temiam ter de jogar sem o apoio dos torcedores e ainda por cima longe de Belém. “Jogar sem torcedor é realmente muito ruim e estranho. Espero que o Paysandu não seja punido e os nossos jogos sejam mantidos para a Curuzu”, comentou Dênnis, ainda sem saber sobre o resultado do veredito.
(Diário do Pará)
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