Nem os próprios jogadores do Paysandu sabiam dizer ontem, após o treino secreto realizado pela manhã, no campo do Kasa, em Ananindeua, como o técnico Mazola Júnior pretende ver o time bicolor diante do Cuiabá-MT. Como já se tornou rotineiro às vésperas de jogos decisivos, desde que o treinador assumiu o cargo, a imprensa não teve acesso ao último treino da equipe. O portão do local só foi liberado quando a principal atividade do dia, um treino tático, já havia sido encerrado e os atletas participavam apenas de um recreativo com bola.
“O trabalho foi fechado justamente para isso. A gente vinha dando muita informação ao adversário e não podemos facilitar a vida deles. Trabalhamos três situações e já definimos a que entendemos ser a melhor para começar o jogo, mas lógico que vai ficar entre a gente”, justificou.
O treinador ressaltou que os treinos secretos já fazem parte de sua rotina. “Quem acompanha o meu trabalho desde o início do ano sabe que nesses jogos decisivos, importantes, procuro ter um pouco mais de privacidade”, afirmou. Indagado se tinha dúvidas no ataque por ter testado três jogadores no setor durante o coletivo da quinta-feira (18), no caso, Bruno Veiga, depois, Dênnis e Ruan, Mazola voltou a se esquivar. “Foi um treinamento normal. São nos treinos que se criam as situações, as alternativas e foi feito isso.
Tive a felicidade de contar com a volta dos dois atacantes (Dênnis e Ruan, recuperado de lesões). Além disso, vamos jogar de uma forma diferente”, resumiu. A tendência, porém, é que o treinador abra mão dos três volantes com os quais vinha jogando, mas mantenha apenas um atacante isolado na frente.
(Diário do Pará)
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