Depois de assistir de mãos atadas o espetáculo da brutalidade provocada por integrantes de uma torcida organizada do Remo, no jogo contra o River-PI, o último em Bragança válido pela primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D, a diretoria do clube decidiu tomar medidas sérias para banir – ou tentar – de vez esses grupos que já provocaram vários e graves prejuízos ao futebol azulino.
As medidas foram anunciadas na tarde de ontem, em entrevista coletiva com as participações do diretor jurídico, André Cavalcante, do vice-presidente, Marco Antônio Pina, e do diretor de segurança, Marcio Gonçalves.
Entre as ações, a principal determina a total exclusão de qualquer membro da torcida “Remista” nos jogos onde o Remo for o mandante. “O presidente baixou uma portaria e resolveu determinar três pontos. O primeiro, e principal, é que a Associação Desportiva e Independente Torcida Remista, a partir desta data, está proibida de entrar no Baenão ou qualquer estádio que o Remo venha mandar seus jogos”, informou André Cavalcante.
O advogado, porém, reconhece que os integrantes do grupo barrado vão procurar uma maneira de driblar a medida. “Nesse momento não existe decisão judicial que proíba essas pessoas de entrarem no estádio, embora nós saibamos quem são. Em contrapartida, o nosso departamento de segurança vai adotar medidas para trabalhar nas áreas onde eles habitualmente ficam e a princípio as áreas serão isoladas”, avisou.
A portaria de número 036/2014 foi assinada e datada no dia 18 de setembro e tem como foco secundário a possível defesa no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), caso o Remo seja julgado pela pancadaria ocorrida no estádio Diogão. “Nosso diretor de segurança tinha preparado todo aparato para receber a torcida rival, mas no momento da partida ninguém apareceu e de uma hora para outra eles apareceram no estádio descendo do ônibus da PM”, encerrou o advogado.
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(Diário do Pará)
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