Apesar do clima positivo dentro de campo, fora dele uma nuvem cabulosa começou a se formar. A promotoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou, no final da tarde desta quinta-feira, o Clube do Remo pelas confusões no estádio Diogão, na partida contra o River-PI, no dia 14 de setembro. Tumulto, explosões e uso de gás lacrimogênio usado pela polícia invadindo o campo foram citados pelo árbitro Diógenes França Medeiros como a razão para a paralisação da partida por oito minutos.
A promotoria não pegou leve e pede perda de 10 mandos de campo para o time azulino e multa de 200 mil reais. A denúncia vai a julgamento na próxima semana.
“Já estávamos preparados para receber a denúncia. Pelo que o árbitro colocou na súmula sabíamos que não havia como não ser denunciados, mas agora vamos nos preparar para o julgamento. Estamos preparando uma série de ações e documentação para nos defender”, comentou o vice-presidente Marco Antônio Pina, o Magnata.
Sobre o temor do Leão se classificar e ter de jogar o jogo da classificação para a Série C fora de casa, o dirigente se mostra otimista. “Caso sejamos apenados vamos buscar outros meios porque ainda é de primeira instância, ainda podemos apelar ao pleno, podemos solicitar efeito suspensivo e pedir o adiamento do julgamento para poder jogar o segundo mata-mata aqui em Belém”, enumera o dirigente.
PARALISAÇÃO REJEITADA
Na mesma denúncia que julgou o Remo, o STJD denunciou o River do Piauí por mala branca, com pagamento ao time do Interporto-TO para tentar a vitória contra o Moto-MA, na mesma rodada das confusões em Bragança.
A direção do órgão aproveitou a ocasião para rejeitar pedido de paralisação da competição feita pelo clube piauiense, por conta de denúncia de irregularidade do atacante Danilo Lins e garantiu a realização da rodada do final de semana.
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(Diário do Pará)
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