Recuperado da fratura no braço esquerdo, que o deixou por quase três meses em tratamento, o meia Marcos Paraná se mostrou animado, ontem, ao comentar a possibilidade de voltar ao time do Paysandu diante do CRAC.
O jogador afirmou estar pronto para atuar, pois já não sente mais dores no braço. “Fui liberado pelos médicos para treinar normalmente e, graças a Deus, não senti dor nenhuma. Claro que ainda sinto algum receio, já que foi uma fratura séria, mas consigo treinar”, disse.
Ele revelou que até chegou a ser testado nos treinos. “O Mazola até pediu para os companheiros chegarem mais forte para tirar o meu receio. Ele sentiu confiança em mim e por isso está me levando para o jogo”, contou.
O atleta admitiu que seu condicionamento físico, em função do longo tempo que ficou parado, não é de 100%. “A parte física me atrapalhou um pouco e não tinha como não atrapalhar, afinal de contas foram exatos 49 dias sem treinar e jogar. Essa parte, com certeza, ficou um pouco abalada”, comentou.
Mesmo aparecendo como primeira opção para substituir Héverton, suspenso, o meia preferiu não falar em titularidade. “O professor (técnico) só perguntou se eu podia jogar e eu respondi que sim. O que posso dizer é que vou estar à disposição e tenho chance de jogar”.
Só o fato de ser relacionado para a viagem já deixou o meia satisfeito. “Talvez eu seja o jogador mais feliz para esse jogo. Nunca havia ficado tanto tempo afastado dos gramados na minha carreira. Então isso me motiva muito para ajudar. Se não começar jogando, quero pelo menos ajudar um pouco o time”, pediu.
O jogador se mostrou preocupado com o jogo decisivo deste sábado. “Tenho duas filhas para cuidar e não sou rico, então eu preciso estar trabalhando. Talvez dois meses sem trabalho faça muita falta pra mim e para a minha família. Por isso, se entrar, vou dar o máximo de mim”, prometeu Paraná.
(Diário do Pará)
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