Para quem conseguiu um lugar ao sol, uma chance de brilhar no elenco principal, o mérito só foi alcançado com muita paciência e perseverança. O atacante Roni, por exemplo, foi lançado pelo então técnico interino Agnaldo de Jesus. Rapidamente subiu no conceito dos treinadores seguintes, mas ainda assim precisou amargar tempos na reserva de jogadores totalmente reprovados.
Por muito tempo ele foi reserva de Leandrão, o atacante contratado com status de ídolo, mas que na prática não fez absolutamente nada. Sorte que o talento de Roni foi tão evidente, que o próprio Leandro o admirava. Mas o caso dele foi isolado. Enquanto ele ganhava espaço, o técnico Roberto Fernandes iniciou sua série de importações para a Série D.
Para a Série D, a diretoria contratou Negretti, Michel, Danilo Rios, Marcinho, Alvinho, Régis e Danilo Lins, todos indicados por ele, além de Jadílson, Rafael Paty, Robinho, Jardel e Reis, através da diretoria. Ao todo, 12 novidades para uma competição, enquanto pratas da casa desciam para a base ou iam tentar a vida em outros lugares, ainda que a diretoria tenha feito esforços na medida do possível.
“Nós fizemos tudo possível para valorizar nossos atletas da base. Incorporamos o Tsunami, o Warian Santos ao profissonal, mas algumas situações são determinadas por eles e nós não podemos impedir”, alega o diretor de futebol do Remo, Thiago Passos.
No fim das contas, a delonga envolvendo dirigentes, profissional e garotos parece ser só mais um dos desafios feitos sob encomenda para o Leão em mais uma temporada.
(Diário do Pará)
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