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Treinador do Remo dava chance só a quem aprovava

Quando a diretoria do Clube do Remo dispensou o técnico Charles Guerreiro pouco depois da conquista do primeiro turno do Campeonato Paraense, uma grande interrogação se formou acerca do novo treinador. Pensou-se que algum profissional local poderia substi

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Quando a diretoria do Clube do Remo dispensou o técnico Charles Guerreiro pouco depois da conquista do primeiro turno do Campeonato Paraense, uma grande interrogação se formou acerca do novo treinador. Pensou-se que algum profissional local poderia substituí-lo, mas numa demonstração clara de ousadia, o ‘todo poderoso’ Roberto Fernandes foi anunciado. Ainda assim, a unanimidade da decisão passava longe.

Longe, porque Fernandes é conhecido. No Paysandu, em 2011, perdeu um título estadual para o Independente, e na Série C, em sete jogos, venceu apenas três, além de ter sido marcado por uma série de indicações de atletas de futebol de baixa qualidade técnica. Todo o histórico não foi levado em consideração, e, no fim das contas, a emenda saiu pior do que o soneto.

Não que o vexame fosse desejado, mas na prática Roberto Fernandes vendeu ilusões enquanto esteve no Remo. Impôs um estilo linha dura e a cada derrota encontrava refúgio em desculpas furadas do tipo: “Faltou maturidade para nossos atletas”, dizia ele. Quando não, mesmo nas derrotas em casa, como para o modesto Guarany de Sobral-CE, Fernandes culpava seus atletas sem dó, enquanto não admitia que suas escalações fossem duvidosas e tendenciosas.

Tendenciosas, sim. Negretti, Danilo Rios, Marcinho, Alvinho, Régis e Danilo Lins representam o reflexo dessa política de apadrinhados do treinador. Nenhum deles acrescentou muito ao Remo. O único a se salvar foi Michel Schmoller, ainda assim, muito pouco perto dos erros.

Por outro lado, Alex Ruan, Rafael Paty e Jhonnathan, jogadores de potencial, foram severamente deslocados para o banco de reservas.

Tudo isso previa que o pior estaria por vir. E veio. Quando passou para o primeiro mata-mata da Série D, após perder num Mangueirão lotado para o Brasiliense, precisou reverter o resultado fora, mas daí era pedir muito. O Remo foi eliminado mais uma vez. Roberto Fernandes, em contrapartida, deixou o clube sem justificativa plausível, mesmo com o investimento caro e oneroso, e assumiu seu ex-clube, o América-RN, onde tem status de salvador. E o Remo? Mais uma vez, só Deus saberá o futuro.

LEIA MAIS:

Renovação para os que agradaram?

(Diário do Pará)

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