A partir de 11 horas desta sexta-feira, na Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Clube do Remo será julgado por causa da pancadaria envolvendo integrantes da Torcida Organizada Remista e a Torcida do River, em partida disputada entre as duas equipes, no dia 14 de setembro, no estádio Diogão, em Bragança, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. Se for punido, o Leão poderá perder de um a dez mandos de campo, além multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil.
E trabalhando arduamente para livrar o clube do gancho, o departamento jurídico do clube fará a defesa com os advogados Osvaldo Sestário e André Cavalcante, que devem expor todos os esforços feitos pela diretoria azulina para prevenir e normalizar a situação após o ocorrido, inclusive com a prisão dos envolvidos, registro de boletim de ocorrência que fora entregue posteriormente ao árbitro da partida e a proibição da entrada da Torcida Remista no Baenão e em qualquer outra praça esportiva nos dias de eventos sob a responsabilidade do Remo.
O problema, no entanto, é que o árbitro Suelson Diorgenes de França Medeiros não acrescentou na súmula os esforços do clube. Além disso, a procuradoria do STJD também ofereceu denúncia e acabou enquadrando o Leão nos artigos 213 e 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e artigo 7 do Regulamento Geral das Competições.
Desta forma, ainda que tenha cumprido o papel após evento, descartando o fato da prevenção obrigatória, o clube poderá até sofrer uma punição leve, mas o histórico de penas na corte do esporte conspira contra, sobretudo se lembrado o fato de que o Remo cumpriu recentemente quatro jogos longe de casa justamente por causa de incidentes em sua penúltima participação na Série D, no ano de 2012.
(Diário do Pará)
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