O meia Héverton, que atualmente joga no Paysandu, foi escalado de maneira irregular pela Portuguesa, na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado.
De acordo com o inquérito civil do Ministério Público de São Paulo, que investiga o caso, a manobra foi feita em troca de vantagens financeiras para funcionários do clube. As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo. A conclusão teria sido baseada em pelo menos três provas principais que sustentam a conclusão do órgão. O caso ainda está em andamento.
O MP garante que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um e-mail – via Federação Paulista de Futebol – que foi aberto pela Portuguesa. De acordo com o órgão, pelo menos seis funcionários tinham a informação.
O Ministério afirma também que a Portuguesa sabia do julgamento do jogador, após serem descobertas conversas telefônicas entre o departamento jurídico e o advogado do clube dois dias antes do jogo.
O próximo passo a ser tomado pelo MP é descobrir a movimentação financeira que concretize a fraude, que pode variar de R$ 4 milhões a R$ 20 milhões. Para isso, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) pediu a quebra do sigilo bancário dos funcionários da Portuguesa.
Os promotores esperam encontrar pistas sobre quem teria “comprado” a vaga da Portuguesa. Como principais suspeitos aparecem o Flamengo, que se salvou do rebaixamento com a punição da Lusa e sobre Fluminense, que também estava ameaçado na competição.
IRREGULARIDADE
Com a irregularidade em campo, a Portuguesa foi punida com a perda de quatro pontos e acabou sendo rebaixada para a Série B, queda que acabou agravando a crise financeira do clube. Faltando apenas cinco rodadas para o fim da competição, a Lusa caiu novamente, só que agora para à Série C em 2015.
(DOL)
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