No ano de seu centenário, o Paysandu segue sem comemorar título. A última chance, em campo, foi perdida com o empate, por 3 a 3, diante do Macaé-RJ, na tarde do último sábado (22), no Mangueirão, que recebeu o seu maior público na temporada - pouco mais de 38 mil presentes.
O time fluminense, que havia empatado o jogo de ida, em casa, por 1 a 1, ao final dos 180 minutos, acabou levantando a taça de campeão da Série C do Brasileiro, beneficiado pelo regulamento da competição. Agora resta ao Papão a Copa Verde, que terá seu campeão decidido nesta quinta-feira (27), pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O Macaé, como já havia feito diante do Fortaleza-CE, ignorou a pressão da Fiel, que desde cedo fazia a festa, mais tarde transformada em lágrimas, para arrastar a sua primeira grande conquista no futebol. O gol do título foi anotado por Diego, numa falha clamorosa do goleiro Paulo Rafael, que ‘engoliu’ um ‘frango’ no chute do adversário.
Jogando com o apoio de sua torcida, o Papão começou pressionando. Mas logo o Macaé equilibrou as ações, avisando que não se intimidaria fora de casa e, ainda por cima, precisando vencer ou empatar com placar superior a um gol. Aos 9 minutos, por pouco João Carlos não abre o placar. O Papão pecava pela frouxa marcação. Mesmo inferior, aos 16, os bicolores abriram o placar numa cabeçada de Zé Antônio.
O Macaé não se entregou e, aos 35, Diego cobrou falta e carimbou o travessão. O gol do visitante viria oito minutos depois. Diego cobrou escanteio e João Carlos, livre, subiu para testar para a rede. Logo depois, o mesmo João Carlos quase faz o segundo. O último lance agudo no primeiro tempo saiu dos pés de Pikachu, que quase marca um golaço.
A segunda etapa foi marcada por fortes emoções. O jogo ficou mais aberto, propício aos gols. E eles aconteceram. Aos 7, Ruan recebeu a bola e bateu para o gol, contando com a ajuda do goleiro. O Papão voltava a ficar na frente. O empate do Macaé veio aos 13, novamente com João Carlos.
Aos 23 Pikachu ganhou na direita e cruzou para Rômulo marcar de letra: 3 a 2 Papão. O título parecia nas mãos. Mas, aos 31, Diego se encarregou de acabar com a festa. Ele recebeu a bola na área e bateu para o gol, contando com a colaboração de Paulo Rafael. Era o adeus ao que seria o terceiro título brasileiro do Papão.
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(Diário do Pará)
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