Belém, 11 de dezembro de 2004. Enquanto que Paysandu x Guarani-SP jogavam no estádio Mangueirão, pelo Campeonato Brasileiro da Série A, a imprensa esportiva paraense tentava manter o profissionalismo, mesmo diante da perda de um dos mais importantes nomes da área: Momentos antes do jogo, o comentarista esportivo Paulo Cecim havia falecido, no distrito de Mosqueiro, na grande Belém deixando familiares, amigos e admiradores transtornados com o seu falecimento.
Dez anos depois de sua morte, pessoas ligadas ao esporte ainda lembram-se do amigo, jornalista e árbitro, além de dirigente, pois Cecim foi atleta de basquete do Paysandu e diretor de futebol do Clube do Remo, na era do então presidente remista, José Licínio de Carvalho.
“Ele me deu uma grande ajuda na minha carreira. Levava livros sobre as regras do futebol para estudar nos estádios e com seu jeito, ele me ensinava muita coisa. Um exemplo de amigo, irmão e grande profissional. Tudo que aprendi foi graças a ele”, diz a jornalista e apresentadora da RBATV, Daiane Balbinot.
Daiane revela que Cecim tinha um olhar diferente sobre futebol. “Ele é o melhor comentarista esportivo, pois seus comentários eram objetivos. Por ter conhecimento do futebol e ser árbitro do esporte, dominava a parte tática como poucos”, revelou.
Paulo Cecim recebeu inúmeras homenagens após a sua morte repentina e neste ano, vai emprestar o seu nome a turma de novos árbitros da Federação Paraense de Futebol (FPF).
(Diego Beckman/DOL)
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