O Clube do Remo experimentou, pela primeira vez em sua história centenária, a realização de eleições diretas envolvendo os associados do clube. Sócios remidos e sócios proprietários em dia puderam, através do seu voto, participar das decisões dos rumos que o clube deve tomar, o que ocasionou uma corrida dos candidatos atrás dos votos e até alguns excessos por parte de militantes, em situação similar às eleições governamentais. Ainda sem tantos atrativos na parte estrutural, o clube de Periçá oferece dessa forma a oportunidade de cada torcedor se tornar um “cidadão azulino”. Será isso o estímulo que faltava para a torcida se associar?
Ainda é cedo para tirar uma conclusão. As respostas variam muito, e boa parte da torcida ainda está esperando para ver como o clube vai reagir a essa primeira eleição. “Eu gosto da ideia da participação, mas, sinceramente, a guerra nas redes sociais foi uma chatice sem fim. Parece que as eleições do clube pegaram o pior das eleições partidárias e aumentaram. Por enquanto eu prefiro não me envolver porque já foi desgastante só acompanhar de longe”, afirma o azulino Leomir Claudio, 25 anos.
Já Felipe Maciel, 27, tem um outro olhar. “Não tive tempo e nem muito interesse pra participar dessa eleição com esses candidatos. Mas vinha conversando com alguns amigos e, entrando pro clube, a gente pode construir uma alternativa que seja mais à nossa feição. O grupo que hoje está dirigindo o Paysandu começou a se organizar antes do voto direto lá. No Inter, sócios torcedores elegeram vários conselheiros. O que a gente não pode fazer na política dos partidos, talvez a gente possa na política azulina”, afirmou Felipe, que espera se associar no próximo ano.
(Diário do Pará)
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