plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 32°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Veja quem foram os destaques

Delson Freitas: um paraense na Fifa Ele foi primeiro promovido a aspirante da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em 2012, e depois passou a ser escalado em jogos das Séries A e B, além da Copa do Brasil. O árbitro paraense Dewson Fernando Freitas

twitter Google News

Delson Freitas: um paraense na Fifa

Ele foi primeiro promovido a aspirante da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em 2012, e depois passou a ser escalado em jogos das Séries A e B, além da Copa do Brasil. O árbitro paraense Dewson Fernando Freitas realizou muitos sonhos após a promoção, mas admite que as maiores conquistas vieram em 2014, sendo destaque na cena nacional e apitando grandes clássicos. No meio de tantas realizações, ter integrado o quadro da Fifa foi um dos mais importantes.

“Foi um ano espetacular, principalmente pelo escudo da Fifa e a entrada no quadro internacional. Um dos maiores desafios foi fazer bons jogos e se manter firme e forte”, afirmou o árbitro, que também foi um dos personagens do clássico entre Flamengo e Fluminense em setembro. “O ‘Fla-Flu’ foi o que homologou a minha participação no quadro internacional”, frisou.

Foi nesse mesmo jogo que o árbitro não agradou ao técnico rubro-negro Vanderlei Luxemburgo. As críticas foram em cima de um gol marcado por Fred, que aos olhos de Luxemburgo estava irregular. “As críticas quando construtivas a gente fica feliz, absorve e pronto. Mas quando são destrutivas que nem essa, a gente nem liga. Continuo o meu trabalho de cabeça erguida e em nenhum momento me senti fragilizado, muito pelo contrário, saí dessa mais fortalecido”, garante Dewson.

As críticas em relação ao árbitro paraense também saem dos críticos esportivos do Sul, mas Dewson afirma que no início da carreira ainda encontrou dificuldades com as temáticas relacionadas à desaprovação dos cronistas esportivos, mas que agora já sabe administrar essa parte da vida profissional. “Avalio as críticas com naturalidade e até sou bem tranquilo, mas nunca baixei minha cabeça. Sempre levarei a bandeira do Pará e nunca vou me sentir abaixo dos sulistas. Nós estamos entre os melhores árbitros a nível internacional. Isso já basta”, avalia.

O planejamento para 2015 ainda não está feito, mas o árbitro paraense, que está descansando desde o último jogo que apitou entre Corinthians e Criciúma, em 6 de dezembro, pela última rodada do Brasileirão, está descansando em Belém, mas sabe que o próximo ano será tão cheio quanto 2014. “Vamos fazer um novo planejamento, mas ainda não parei para pensar. Vou reunir todos os pilares da vida profissional, tanto na parte física quanto na parte técnica”, conclui.

Roni: Um moleque muito bom de bola

Aos 18 anos, a única experiência de Ronielson Silva Barbosa com o futebol era nas peladas do município de Magalhães Barata. Lá, o tempo para jogar bola era pouco. Vindo de família pobre, Roni passava a maior parte do tempo trabalhando numa fábrica de farinha para colaborar na renda de casa. Mas tudo virou de ponta cabeça em abril desse ano. Após passagem relâmpago de poucos meses pelo sub-20 azulino, o atleta estreou marcando um gol que salvou o Clube do Remo de uma derrota.

No empate em 1 a 1 com o São Francisco, as arquibancadas do Mangueirão tinham mais torcedores presentes que os 8115 moradores da sua cidade natal. Quando iniciou a partida, o Remo era um time em crise. Dois meses depois, era campeão paraense após 6 anos de jejum. Entre um estágio e outro, o desempenho arrebatador do jovem atacante de Magalhães Barata.

Roni voou baixo em campo. Titular no ataque azulino por praticamente toda a temporada, marcou um gol e participou dos outros três na goleada por 4 a 0 sobre o Independente, que garantiu o Remo na Série D. No primeiro jogo da final do Parazão, goleada por 4 a 1 sobre o rival Paysandu, não marcou mas participou da jogada de três gols e ajudou a decidir o jogo. Durante a Série D, embora tenha oscilado, também teve momentos de brilho, como na goleada por 4 a 2 sobre o Guarany-CE, fora de casa, quando marcou dois gols e fez uma assistência.

O talento de Roni não consegue esconder as dificuldades de um atleta que quase não teve experiência na base. Muito afoito, o atacante acaba desperdiçando muitas chances de marcar por tropeçar nas próprias pernas ou finalizar antes da hora. Uma qualidade que o tempo, experiência e prática de fundamentos podem ajudar a corrigir.

O atacante também precisa tomar cuidado com a barreira onde muitas revelações brecam. O jovem Albertinho era ídolo da torcida bicolor no final de 2001. No final de 2002, apenas um reserva do time. Se conseguir manter a cabeça no lugar e driblar o maior assédio de imprensa, torcida, marcadores adversários, empresários e aproveitadores, e focar no aprimoramento do seu jogo, Roni pode se tornar para o Leão algo similar ou ainda maior do que Yago Pikachu se tornou para seu grande rival. 2015 promete para Roni e para a torcida.

Lyoto Machida: o ano do Dragão

2015 deve ser o ano do Dragão. Não o do horóscopo chinês, mas sim o do octógono. O The Dragon, que dizer, Lyoto Machida, teve a luta mais rápida da carreira dele no último dia 20, em São Paulo, e nocauteou o americano CB Dollaway em um minuto e dois segundos. Logo depois, optou por repousar em Belém para depois voltar aos treinos e colocar em prática o planejamento para o novo ano, que segundo ele está cheio de boas expectativas.

“2014 foi um ano muito positivo, e pensando bem, tive mais resultados positivos do que negativos. Para o próximo ano, acho que uma das lutas que podem ser boas para mim é a com Rockhold. Com certeza vão marcar esta luta, já ocorreu uma pré-reunião, então o UFC deve entrar em contato em janeiro para a gente ter uma noção do que vai acontecer no primeiro mês do ano”, planeja o lutador radicado no Pará.

O atleta, mesmo com uma derrota para Chris Weidman em julho de 2014, que ainda é muito lembrada pelos brasileiros, encerrou o ano da melhor forma, garantindo uma vitória no UFC dentro de casa. “Muito legal sentir a energia do torcedor brasileiro, ainda mais no Brasil. Falo isso do fundo do coração. É uma torcida fiel, não importa se você está perdendo ou ganhando, a torcida está sempre empurrando você até o último minuto”, afirma.

O campeão tem muitos planos para o próximo ano, e sabe que podem vir grandes lutas pela frente. Ele já garantiu também que podem vir novidade nos golpes que usa durante as lutas. “Acho que vocês vão ter uma grande surpresa quando essa luta for para o chão, porque eu estou me preparando com Rener Gracie há dois anos, que é uma fera dentro do jiu-jitsu. Meu carro-chefe é a luta em pé, é onde me sinto mais confortável, mas tem que existir o plano B e esse plano já existe”, garante.

Lyoto quer voltar a lutar em breve no Brasil, e disse que as possibilidades para o próximo ano são grandes. “Com certeza existe a possibilidade de vir lutar de novo no Brasil. Acho que o UFC vai fazer se eu não me engano 10 ou 12 eventos em 2015 e eu quero participar de pelo menos de uns dois”, completa.

A volta triunfal do basquete azulino

Um dos destaques coletivos da temporada do esporte paraense teve jornada quase relâmpago, mas, em poucos dias, conquistou um feito que pode marcar um novo momento na história do Clube do Remo. Entre o jogo de estreia e a entrega do título ao campeão, pouco mais de uma semana transcorreu no Campeonato Paraense de Basquetebol Adulto.

Mas isso não diminui o brilho do feito azulino que, após seis anos afastado das quadras, retornou à disputa levantando o troféu. O Leão Azul chegou ao seu 27º título estadual e com isso ganhou a oportunidade de disputar novamente a Copa Norte de Basquete 2015, competição que conquistou em 2002.

Mais do que apenas uma vitória para o clube, a volta às quadras do Clube do Remo é uma vitória para o esporte paraense. Com os ginásios Moura Carvalho e Serra Freira reformados e modernizados, e as arquibancadas lotadas, o torneio, que voltou a ter mais de dois participantes, ganhou um novo brilho.

“Quando fui dirigente de basquete, na década de 60, conquistamos um heptacampeonato, inédito até hoje. As decisões lotavam os ginásios e os atletas eram aclamados pela torcida. Com a volta do Remo às disputas, e a recuperação do Serra Freire, espero que o Pará recupere o prestígio nacional que sempre tivemos”, comentou o Grande Benemérito azulino Ronaldo Passarinho após a conquista.

Ser campeão paraense dá direito à disputa do Copa Norte de Basquete. Ser campeão da Copa Norte dá direito à disputa da Super Copa dos Campeões, com os campeões das copas regionais. Apenas entrando novamente no circuito de disputas nacionais, o Remo pode pensar em projeção e, futuramente, pleitear espaço na principal competição de basquete do país a NBB – Novo Basquete Brasil, uma NBA verde e amarela.

Com a mudança de comando no clube, após a eleição de Pedro Minowa, fica a expectativa sobre como ficará o basquete dentro desse nova situação.

“Espero que as vaidades sejam deixadas de lado em prol do basquete, que volta a viver um momento especial após muitos anos”, comentou o técnico Said Frahia, envolvido há mais de 30 anos com o basquete no clube.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!