A velha máxima do futebol romântico, de que o jogador deve vestir a camisa de um clube com amor, hoje em dia não é absoluta prioridade entre os novos talentos. Tsunami é um deles. A pouca idade não é obstáculo para uma personalidade forte e definida. Em suas palavras, o atleta diz que não assinou com o Remo, embora tenha carinho e consideração pelo clube berço, porque precisa “pensar no melhor”.
Ou seja, apesar de novo, o zagueiro não abre mão de uma boa estrutura de trabalho e o reconhecimento por ele. “Não penso muito no dinheiro. Isso é na frente, mas tenho que ver que ajudo a família, tenho que ver um salário bom. Não posso ir para o Remo por R$ 2 mil. Se um time de fora me oferecer R$ 5 mil, eu vou pra lá. Óbvio! Cara, a minha família tem como se manter, mas eu quero para mim, não posso depender da minha família. Quero minha casa, meu carro”, revela.
A família, aliás, é o esteio do garoto, mas não necessariamente define o seu futuro. “Minha família é bem tranquila. Apesar disso, sou eu que tomo as minhas decisões. É tudo comigo, mas eles me apoiam ou opinam quando algumas ideias e propostas não são boas. A minha família me dá apoio necessário para as minhas escolhas, mas quem decide a minha vida sou eu”, garante o jogador.
A firmeza com as palavras reflete diretamente nas suas pretensões e no que pensa sobre um provável destino no Remo. “Eu tenho que encarar isso com profissionalismo. Não tenho mais esse negócio de amor ao clube. Eu amo o Remo. Foi o clube que me lançou, me ajudou, mas eu tenho que ver o melhor para mim. O Remo está assim, aí vem um time de Série A, não tenho como recusar. Não é toda vez que vem um time de fora para nos chamar”, compara Tsunami.
(Diário do Pará)
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