Os números apresentados na última temporada fazem de Tsunami uma das principais promessas do futebol paraense. Só em 2014, foram 14 gols marcados, sendo quatro deles no principal torneio de base da região norte. Soma-se a esse fato o simples argumento de se tratar de um zagueiro, cuja função é muito mais evitar os gols do adversário do que balançar as redes.
Diante do retrospecto favorável, é inegável que o sonho de ser ídolo não tenha seu tempo de espera encurtado, tal como o status de joia conquistado. “Eu pensei que ia ser profissional com 20 anos, mas veio tudo muito rápido, então me prepararei para esses momentos. Fui profissional com 17 e ser um ídolo me deixaria orgulhoso demais. Mostrar que eu poderia ser ídolo. Isso para mim é sensacional e estou correndo atrás desse sonho todos os dias”, diz ele, com um argumento sólido.
“Eu estou pronto e já mostrei. Para um zagueiro, ser artilheiro numa Copa Norte, isso não tem lógica. Já mostrei que consigo jogar no meio dos ‘grandes’. E outra coisa, pode vir qualquer cara de fora que eu não me intimido. Tenho meu valor e sei muito bem dele. Não baixo minha cabeça para ninguém”, vocifera. Com tantos predicados, Tsunami, de acordo com suas próprias convicções, só não fica no Remo se a diretoria não o valorizar.
(Diário do Pará)
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