O meia Rogerinho, um dos novos contratados do Paysandu, se apresenta, hoje ao técnico Sidney Moraes. A garantia foi dada, ontem, pelo empresário do apoiador, Júlio César, que deu explicações sobre o atraso na apresentação do atleta, que havia ido ao Irã tentar acertar seu ingresso em uma equipe local.
Segundo Júlio, o apoiador teve dificuldade em deixar o mundo árabe, chegando a passar 24 horas dentro do aeroporto de Abu Dhabi, capital do Emirados Árabes Unidos, por falta de visto em seu passaporte. Rogerinho ficou de desembarcar na madrugada de hoje em Belém.
O jogador chegaria às 18 horas em São Paulo, procedente de Abu Dhabi, mas somente na primeira hora de hoje viajaria para a capital paraense. A ida do atleta ao mundo árabe, na avaliação de seu empresário, “representou um momento muito ruim na carreira do atleta”.
O atraso na apresentação do jogador, no estádio bicolor, já começava a gerar boatos de que ele estaria indo para outra equipe do futebol brasileiro, o que foi desmentido por seu empresário, que assegurou a inclusão do meio-campista no elenco bicolor que disputará a temporada pela equipe bicolor, com a qual firmou contrato de um ano.
“Tudo o que está sendo conduzido está sendo feito da forma mais transparente”, afirmou Júlio César. “Se a gente tivesse feito alguma coisa diferente do que acertamos com o Alberto Maia (presidente do Paysandu), com certeza, o Rogerinho não estaria vindo para a Curuzu”, disse.
O empresário salientou que, ano passado, o apoiador só não veio para o Papão, como pretendia o ex-presidente Vandick Lima, por culpa do próprio Paysandu.
“Ele não veio por uma opção do clube e não do atleta. A gente chegou numa definição e depois o Paysandu decidiu manter o grupo que tinha, sem fazer contratação”, salientou.
O empresário contou que Rogerinho chegou a treinar no Irã, mas está abaixo, como é natural por se tratar de início de temporada, de muito treinamento. “Ele precisa, com toda a certeza, passar por uma pré-temporada inteira. Todos no Paysandu sabem disso”, arrematou.
Diretoria ainda busca dois laterais, um meia e um atacante
A busca dos últimos jogadores pretendidos pelo Paysandu para a temporada continua. Ontem, o gerente Sérgio Papellin voltou a fazer contatos com uma série de jogadores, mas, até o final do dia, não havia surgido nenhuma novidade.
Como já foi informado, o Papão ainda busca dois laterais, um direito e outro esquerdo, um meia e um atacante. Existe a possibilidade de o clube partir para a vinda de mais um zagueiro, depois de ter apresentado Magno Alves, que se juntou aos, também, novos contratados Dão e William, além de Pablo, remanescente de 2014. Hoje a procura deverá ser intensificada.
A direção do Papão espera fechar o ciclo de aquisições do clube por toda a próxima semana. Em princípio, o presidente Alberto Maia e seus companheiros de diretoria pretendiam já na apresentação do elenco, no último dia 5, ter o grupo completo reunido. Mas, apesar de todos os esforços dos dirigentes, isso não foi possível.
O fato de o clube adotar a política de pés no chão, gastando somente o valor que dispõe em seu orçamento, o que tem merecido elogios, tem causado certa dificuldade para a concretização das negociações com os atletas procurados.
Maia já afirmou por diversas vezes que não pretende cometer loucuras à frente do clube, esbanjando nos gastos para, depois, causar dívidas impagáveis. O dirigente, que nega ter fixado teto salarial aos atletas, tem sido bastante cauteloso nos acertos com os atletas.
O Papão, além de salários dentro da realidade do clube, também deu um basta nos gastos com o aluguel de moradia para jogadores vindos de fora. Os importados estão sendo obrigados a procurar local para morar e a se responsabilizar pelo pagamento do aluguel do imóvel.
(Diário do Pará)
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