O retorno do meia Héverton ao Paysandu encontra resistência por parte de alguns dirigentes bicolores. O atleta, contratado como a principal estrela do time em 2014, com salário altíssimo, não teria, na opinião dos opositores, dado o retorno esperado.
O apoiador esteve no departamento médico do clube com bastante frequência, desfalcando o time em jogos importantes, como a final da Terceirona. O apoiador fez um total de apenas 13 jogos na Série C do Brasileiro, sendo substituído em 12 deles.
O único em que ele começou e terminou os 90 minutos em campo foi na vitória por 4 a 1 sobre o Mogi Mirim-SP, pela semifinal.Os dirigentes contrários ao retorno de Héverton argumentam, ainda, que por ser um meia avançado, a quantidade de gols - apenas quatro, dois na Copa Verde e dos na Série C - marcados por Héverton ficou abaixo do esperado.
Os números conspiram contra a volta do meia. Outro componente que deve atrapalhar um eventual acerto com o atleta é a questão salarial. Com o clube evitando gastos exagerados, adotando a política dos pés no chão, Héverton teria de aceitar a redução salarial para se enquadrar na política financeira implantada pela nova diretoria.
A medida de contenção de gastos, principalmente com relação a salários, brecou a volta do zagueiro Fernando Lombardi e do atacante Ruan, que teriam pedido valores exorbitantes para renovar com o clube.
Antes mesmo do fim da participação bicolor na Série C, Héverton, por diversas vezes, manifestou interesse em disputar o Paulistão por alguma equipe do interior daquele Estado. Ele chegou a iniciar negociações com o FC Astana, do Cazaquistão, mas não chegou a um acordo financeiro.
Um dos entusiastas pela volta do jogador é o gerente Sérgio Papelin, que já teria conversado com o pai e procurador do atleta. Mas, até ontem, o martelo não havia sido batido, segundo uma fonte, por conta justamente da opinião de dirigentes de peso dentro clube, que são contrários a vinda do atleta, que está em São Paulo, sem clube.
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(Diário do Pará)
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