Dois clubes, um grande interesse. Em preparação para iniciar os campeonatos oficiais da temporada 2015, Remo e Paysandu disputam, nesta quarta-feira, às 21 horas, no Mangueirão, o primeiro clássico do ano.
Válido pela Copa Amazônia, um torneio amistoso, o jogo vai beneficiar Leão e Papão, sobretudo, financeiramente, com premiações de R$ 300 mil para cada, valor que chegará a R$ 500 mil ao vencedor.
Quem passar terá o Bahia como adversário na decisão, no próximo domingo (25), no mesmo estádio. Portanto, em um intervalo de menos de cinco dias, bicolores ou azulinos vão disputar duas partidas, embora ambos os times ainda não estejam bem preparados, conforme já alertaram os próprios técnicos Zé Teodoro e Sidney Moraes.
Normalmente iniciado em janeiro, este ano o Parazão vai começar somente no dia 1º de fevereiro, o que não acontece desde a edição de 2008. Se não houvesse o compromisso desta noite, a dupla Re-Pa teria mais tempo para aprimorar os trabalhos físicos, técnicos e táticos iniciados um dia após a apresentação dos novos elencos, no último dia 5.
Para o treinador bicolor, o time, que tem 16 jogadores recém-contratados e que jamais atuaram juntos com os remanescentes, ainda não reúne condições físicas ideais e tampouco entrosamento.
Os próprios atletas admitiram que a superação e o empenho devem ser as maiores virtudes na primeira atuação do ano da equipe, que tem quatro competições para disputar este ano, entra elas a Série B do Campeonato Brasileiro, com 38 rodadas.
Do outro lado o cenário é semelhante. Embora a diretoria tenha contratado menos que o rival – nove jogadores – e mantido a base da última temporada, o técnico remista também demonstrou preocupação, uma vez que a programação semanal de treinos já estava definida, mas o clássico forçou uma mudança indesejável.
Soma-se a isso o jogo-treino do último domingo (18), contra o Bragantino, quando 22 jogadores atuaram, onze em cada tempo. Sendo assim, o Leão, em plena a pré-temporada preparatória para buscar a vaga na Série D através do estadual, pode disputar três jogos em uma semana, caso saia vencedor hoje.
Além dos riscos apresentados pelos dois técnicos, que vão estrear no comando das equipes, também existem as consequências que o resultado de um Re-Pa causa historicamente, como, por exemplo, a pressão no início do trabalho, para o perdedor, ou uma impressão positiva enganosa, ao vencedor.
Se houver uma vitória expressiva, a desconfiança acerca do planejamento traçado pode atrapalhar, apesar de, na prática, o placar ser totalmente irrelevante. Mas no último clássico amistoso, em 2012, a derrota por 3 a 0 contribuiu para a demissão do então técnico azulino, Flávio Lopes, após alguns dias.
Depois de dez clássicos jogados em 2014, oito pelo Parazão e dois pela Copa Vede, Remo e Paysandu vão abrir a temporada de forma amistosa. Ao contrário dos grandes espetáculos protagonizados por azulinos e bicolores no primeiro Re-Pa do ano, dessa vez a relevância da partida, o preço dos ingressos e a proibição do livre acesso aos sócios-torcedores traduzem uma baixa expectativa de público.
Em um Mangueirão provavelmente sem as massas nas arquibancadas e com times ainda longe da preparação ideal para um clássico cheio de rivalidade, o primeiro encontro entre Remo e Paysandu é precoce.Especificamente hoje, ao contrário da grande maioria dos 728 Re-Pas da história, o que mais vale para as diretorias dos dois clubes é o lucro.
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(Diário do Pará)
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