Embora o Re-Pa de hoje aconteça em início de temporada, com os técnicos Sidney Moraes, do Paysandu, e Zé Teodoro, do Remo, tendo pouco tempo para preparar suas equipes, não deixarão de ser cobrados por bicolores e azulinos.
Como já é tradição, o clássico tem sempre um grande peso, seja em qualquer situação, na avaliação por parte dos torcedores sobre os conhecimentos dos comandantes das equipes.
Apesar da pressão das arquibancadas, o resultado do clássico não deverá interferir, em princípio, na sequência do trabalho que vem sendo desenvolvido pelos treinadores.No Paysandu, o presidente Alberto Maia já anunciou que, independente do resultado do Re-Pa, o clube manterá o planejamento traçado desde o final do ano passado.
O dirigente admitiu que ainda é cedo para se fazer qualquer tipo de questionamento, levando-se em conta o pouco tempo de preparação do time, que encerra hoje a sua pré-temporada. “Não podemos avaliar a equipe neste momento, pois temos consciência de que o grupo ainda não está com 100% de seu condicionamento”, alegou.
O discurso é mais ou menos o mesmo de Sidney Moraes. “Não podemos esquecer que estamos em fase de preparação, com alguns jogadores tendo chegado há pouco tempo no clube”, retificou.
No lado remista o clima é de otimismo com relação a uma boa apresentação frente ao rival, mesmo com o time ainda carecendo de um condicionamento melhor. O técnico Zé Teodoro reconheceu, em entrevistas no Baenão, que o Re-Pa chegou de maneira prematura, mas que seu time precisa estar pronto para o desafio.
“Todos nós sabemos que as condições ainda não são as ideais, mas precisamos jogar para que a equipe comece a ganhar ritmo e o clube, que passar por situação financeira difícil, consiga arrecadar alguma coisa”, declarou o comandante do Leão Azul.
(Diário do Pará)
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