Formar um atleta de futebol não é tarefa fácil. Requer disciplina, estrutura e tempo. A depender da quantidade de atletas, a missão se torna ainda mais indigesta.
Por outro lado, quando os talentos despontam, as chances de entrar no profissional são bem maiores do que aqueles menos cuidados com tudo o que envolve a formação de um atleta.
“Nós não pensamos somente no futebol, é preciso formar o cidadão. Temos uma assistente social que visita a casa desse atleta e verifica as condições de vida. Nós exigimos ver o boletim do garoto para saber se ele estuda. Então, nós formamos um cidadão para tudo, caso ele não venha a ser aproveitado aqui”, explica o diretor Elias Braga.
Daí vem o nome do local, que ao invés de Centro de Treinamento, assume uma conotação maior. “O Centro de Formação de Atleta abrange o trabalho que fazemos aqui. Um atleta formado é um cidadão”, ressalta.
Todos eles vão receber ajuda de custo. No local, 30 atletas vão residir, sendo prioridade os que vierem do interior do Estado, enquanto os demais ficam em tempo integral e saem para a escola e depois suas casas.
Ao todo, são 9.4 hectares de área, três campos e toda estrutura em volta, destinadas ao Clube do Remo por dois anos e renováveis.
A intenção da diretoria é bem clara: prosseguir com a boa safra de atletas que estão surgindo nos últimos anos, mas com a possibilidade de aumentar esse número, utilizando uma estrutura sólida e consistente, que forme o jogador para o futuro, sem correr o risco de desperdiçar talentos como já foi tradição no futebol paraense.
(Diário do Pará)
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