O aniversário dele vai ser neste domingo, mas o presente já chegou de forma antecipada. Prestes a completar 13 anos, Romário Rosano Ferreira, mais conhecido como ‘Romarinho’, recebeu um convite para jogar na categoria sub-13 de futsal do Fluminense-RJ. O garoto, que iniciou a carreira aos cinco anos e aos sete já jogava na Tuna, tem precocemente no currículo títulos de campeão e vice-campeão estadual dentro do futsal.
Em 2014, ele foi titular na equipe do Paysandu, e antes mesmo de se formar profissional no Pará, resolveu juntamente com a família investir no futuro, começando pelo Fluminense.“Foi durante um curso de formação de treinadores de futsal em Belém, ano passado, que eu conheci a comissão técnica do futsal do Fluminense. Aproveitei para mostrar uns lances do meu filho para eles, que se interessaram pelo futebol do Romário. Foi feito um convite para um período de testes no clube - que foi realizado entre julho e agosto do ano passado- e o Romarinho foi aprovado”, relembra, com orgulho, o pai de Romarinho, o militar Luís Jansen, que viu que era possível mudar de vida para realizar um sonho do filho. “Como sou militar há muitos anos, eu tinha a possibilidade de pedir transferência para o Rio de Janeiro, e foi isso que ocorreu quando ele foi chamado. Vamos viajar neste dia 9 com toda a família”, revela.Vendo que o Rio de Janeiro é um lugar com maiores oportunidades, e que o próprio Fluminense tem uma estrutura boa de base - além de um programa pra transição do futsal para futebol de campo – Romário, que já carrega no nome o peso de um grande jogador de futebol, homenagem feita pelo pai, fã do baixinho, garante que a entrada no Fluminense pelo futsal ainda na base será apenas uma ponte para o que ele deseja. “Aqui em Belém os clubes pouco investem no futebol de base, e lá eu sei que vou ser valorizado, além do que, a entrada no Fluminense pelo futsal, vai me fazer chegar mais rápido ao futebol de campo, que é o meu maior desejo”, revela o garoto.
O pequeno jogador atua como ala, pelos dois lados, por conta da insistência do pai. “Quando ele nasceu e foi ganhando os movimentos, percebi que era canhoto, mas quando ele começou a brincar com bola em casa, ainda com três anos, eu o forçava a chutar com a direita, e agora ele se adapta fácil em qualquer posição”, conta o pai do mais novo representante paraense no futebol nacional.A inspiração e a vontade de ser um ídolo vêm dos dois maiores ídolos de Romarinho. “Paulo Henrique Ganso e Romário são dois grandes exemplos para mim. Sair da nossa cidade não é fácil, vou sentir saudade, mas sei que eu e minha família estamos fazendo a escolha certa”, aposta Romarinho.
(Diário do Pará)
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