Na reta final da Série D do ano passado, Clube do Remo e River se enfrentaram no dia 14 de setembro. Na ocasião, o Remo venceu por 4 a 2, no estádio Diogão, em Bragança, mas a partida foi paralisada no início do segundo tempo por causa de uma sequência de pancadaria entre torcedores do Remo e do River. O árbitro da partida relatou o ocorrido na súmula e o julgamento acontecerá no próximo dia 27.
A situação já havia sido alertada pelo advogado do clube, Osvaldo Sestário. Apesar disso, na época, a então presidência do Remo, através do advogado Marco Antônio Pina, então vice-presidente, comandou todas as ações para livrar o clube da acusação, mas o fato foi relatado pelo árbitro Suelson Diorgenes de França Medeiros não fez os devidos registros, tal como a prisão de alguns envolvidos e a formalização do ocorrido em boletim de ocorrência.
Logo depois, o Leão Azul foi eliminado, mas a denúncia permaneceu na pauta de julgamentos do Superior Tribunal de Justiça (STJD) e o caso será julgado nesta sexta-feira, pela Quarta Comissão Disciplinar. Caso seja punido, o Clube poderá sofrer uma pena de até R$ 100 mil reais e perder até 10 jogos de mando, por ter sido enquadrado nos artigos 213 e 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e artigo 7 do Regulamento Geral das Competições. A reportagem do Bola tentou contato com o advogado do clube, Nelson Tupinambá, mas até o fechamento da edição não havia sido localizado.
(Diário do Pará)
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