Realizar clássicos em Belém com torcida única não parece ser uma proposta que agrade à maioria dos torcedores de Remo e Paysandu. Os clássicos rendem mais do que bolas na rede. A proibição cessaria toda a festa que a torcida faz, desde o estacionamento, passando pela rampa até as arquibancadas com bandinhas, bandeiras e a predominância da cor oficial do clube, dividindo o Mangueirão em dois tons de azul. Além da festa, a segurança e organização, também são apontados pelos torcedores assíduos dos clássicos. O vendedor Antônio Parente, 53, garante que um dos grandes atrativos do Re-Pa é a festa das torcidas. “Elas acabam sendo sempre um bom motivo para presenciar o clássico, além de ver o time jogar, claro”. Já o estudante de engenharia Murilo Gonçalves acredita que as autoridades é que têm que assumir as responsabilidades. “O Mangueirão deveria passar por reformas, como a criação de mais uma rampa de acesso para cada clube, além de se travar um diálogo entre os órgãos e as torcidas. Fora isso, deveria haver um mapeamento dos integrantes das torcidas e uma discussão de leis para aumentar o rigor das punições, pois jogo de torcida dividida é o charme do nosso futebol, que ainda é um dos poucos que não cedeu a essa tendência de torcida única”, avalia. |
(Diário do Pará)
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