No Paysandu, o elenco tem focado na máxima imortalizada na marchinha que é quase um hino do clube – quando perde é por descuido, mas depois vem a virada. As circunstâncias não são favoráveis no Campeonato Paraense. Após as duas derrotas seguidas, o time passou a não depender mais só dele e, dadas as combinações de resultado necessárias, as chances se encolheram. Mesmo assim, os atletas remanescentes da temporada passada pregam que o clube deve fazer a sua parte e não se focar nas dificuldades porque nada é impossível.
“Enquanto houver chance nós vamos atrás. Ano passado quando saímos daqui de Belém pra enfrentar o Crac, na última rodada da Série C, as chances também eram pequenas. Mas fomos lá, vencemos e os outros resultados nos deram a vaga na segunda fase e acabamos conquistando o acesso”, relembra o volante Augusto Recife, capitão da trajetória do vice-campeonato da Série C 2014. O experiente volante afirma que o foco deve ser nos jogos do Paysandu e no que o time precisa fazer, porque senão corre o risco de não conseguir fazer nem a parte que lhe cabe. “A pior circunstância é a gente não ganhar e os resultados dos outros times ajudarem a gente”, diz.
Recife argumenta que o período de treinos durante o carnaval deve ser fundamental para a retomada das vitórias. O atleta reitera que o clube passa por ajustes, e compara com o caso de outras equipes nesta temporada. “Não somos só nós passando por isso, outras grandes equipes como Palmeiras e Grêmio, o Cruzeiro que há duas semanas empatou com a Caldense no Mineirão... São todos times que estão se reformulando. Não querendo tirar o mérito das equipes que nós enfrentamos, mas é um processo de adaptação, sabemos que ainda não jogamos nosso melhor”, avaliou Recife.
(Diário do Pará)
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