Entre os brasileiros, o Carnaval é a festa mais querida do calendário. Todos os anos os foliões gastam meses programando uma viagem, um evento de aproximadamente cinco dias. Tanto esforço, no entanto, não é possível quando se precisa escolher entre a folia e o ganha pão. Para os atletas do futebol, em específico, essa é a típica combinação que nunca funciona.
Funciona quando há tempo, complacência ou displicência do atleta. No elenco azulino, o Carnaval tem passado à margem do trabalho. Cientes do que representa a temporada de 2015, jogadores abrem mão e dedicam-se quase que em tempo integral aos treinos e partidas. “Carnaval tem todo ano. O jogador que quer conquistar alguma coisa precisa abrir mão disso”, entende o volante Alberto.
Para outros, o feriado é só mais um detalhe. O importante mesmo, se não estiver no trabalho, é ficar ao lado de quem realmente importa. “Gosto de Carnaval, mas para mim não tem nada melhor que passar ao lado da minha mulher, na minha casa. Para mim, esse é o mais importante”, contrapõe o meia-atacante Bismark, adepto confesso da tranquilidade em família.
Mas nem tudo no elenco remista é equilíbrio. A principal contratação do time, o atacante Flávio Caça-Rato, destoou do coro dos concentrados e protagonizou a primeira ‘fugidinha’.
Liberado para ir ao aniversário do filho, em Recife, ele não se reapresentou na última segunda-feira (16), como programado, alegando perda de voo. “No mês de fevereiro, acontecem muitos aniversários em Recife”, brincou o colega de elenco Dadá, que já morou na capital pernambucana, quando atuava no Náutico.
(Diário do Pará)
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