Paixão, ansiedade, agonia e desespero, seguidos da explosão, ora da festa, ora da revolta. Quantas e quantas vezes o torcedor do Paysandu não se viu nesse roteiro antes de um jogo decisivo, de um clássico ou simplesmente de uma partida difícil do seu time coração? Todo esse drama, que também é motivo de tanta paixão pelo clube, por vezes lembra o roteiro de um filme. Porque não celebrar o centenário do clube levando essa história para as telas? Essa foi a pergunta que moveu Gustavo Godinho e Priscilla Brasil, diretores do filme “100 Anos de Payxão”, documentário que relata a trajetória do clube através de imagens históricas, entrevistas e a participação da torcida.
Gustavo Godinho é um cineasta com muita experiência no circuito paraense. Dirigiu, junto com Wladimir Cunha, o premiado documentário Brega S.A., sobre a indústria do brega do Pará. “Falar do Paysandu é um pouco como falar sobre o Brega, porque são expressões culturais do Pará que vão muito além do estado. O Paysandu é um clube conhecido nacionalmente e até internacionalmente, então sentia a necessidade de fazer um registro dessa tradição e da força dessa paixão”, contou o diretor.
As filmagens do longa circularam, durante um bom tempo, entre presente e passado. Enquanto parte da equipe filmava depoimento de personagens históricos, como o do senhor Gabriel Castro, de 85 anos, que em 1945 foi testemunha ocular da vitória do Paysandu por 7x0 sobre o maior rival, e viu apresentações do time conhecido como Esquadrão de Aço; outra parte da equipe capturava imagens da reta final da Série C de 2014, que terminou com acesso e vice-campeonato.
(Diário do Pará)
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