A tática castanhalense parecia pautada na conformidade. Consciente de que a missão seria indigesta, o técnico Ricardo Estrade preferiu jogar com cautela, sem expor a equipe aos ataques do adversário. Basicamente, o Castanhal jogou no contra-ataque e quando teve oportunidade, não soube exatamente finalizar, ainda que a defesa remista apresentasse momentos de fragilidade, sobretudo nas mãos do goleiro Camilo.
A influência tática vinha pelos pés do meia Reis, que atuou adiantado, praticamente na função de atacante. A maioria das finalizações foi do garoto. Numa delas, aos 18 minutos do segundo tempo, talvez a chance mais clara, desperdiçada num fraco chute.
Apesar da derrota, na avaliação do treinador, o Castanhal esteve bem em campo, e o resultado não pode ser considerado exatamente motivo de abatimento, porque o aperto do placar mostrou que as duas equipes mantiveram o mesmo nível técnico, segundo ele. “Nós fizemos a nossa parte. Perdemos, mas posso garantir que a derrota não nos abala. O 1 a 0 foi um resultado que poderia ser nosso, não houve diferença de futebol”, entende Estrade, que encerra a primeira fase não apenas na lanterna do Grupo A1, com um ponto conquistado, como também em último lugar na classificação geral, já que o Japiim foi o único time que não venceu no primeiro turno.
(Diário do Pará)
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