Clima bom, arquibancadas cheias - aparentemente com um número de torcedores acima dos pouco mais de 800 presentes anunciados - e duas equipes com força máxima em campo, na briga por uma vaga na decisão da Taça Cidade de Belém. A partida tinha todos os predicados para ser boa, mas, na hora de rolar a bola, faltou futebol e sobrou polêmica.
Em um jogo de baixo nível técnico e poucas chances, o Parauapebas venceu, no último sábado (28), no estádio Rosenão, o Cametá, por 1 a 0, com gol do meia Juninho, em um pênalti contestado. Apesar de bem próxima, a falta cometida foi fora da área, mas o árbitro Edeval Augusto Figueiredo, que até então executava um bom trabalho, acabou marcando o lance que colocou o time da casa na final.
O primeiro tempo dava a sensação de ser um mero jogo de cumprimento de tabela, ao invés de uma decisão em partida única. Um show de passes errados, faltas cobradas em cima da barreira e chutes de longe, sem nenhuma direção. Os dois lances de maior perigo vieram no final do primeiro tempo. Aos 36 minutos, Magno chutou de dentro da área. Já aos 41, Evandro arriscou de fora, mas nos dois lances o goleiro cametaense apareceu e colocou para escanteio.
No segundo tempo as equipes voltaram com outra postura. Aos 2 minutos, Cassiano foi lançado por Leandrinho. Ele invadiu a área e chutou para a grande defesa da Paulo Rafael. Dois minutos depois, Régis cobrou falta, mas parou no goleiro Evandro.
Aos 8 minutos, o lance que definiu a partida. Evandro, em velocidade, driblou Souza e estava a caminho da grande área quando sofreu falta. O árbitro deu pênalti. Apesar da reclamação dos cametaenses, Juninho fez o gol da vitória, aos 10 minutos.
O lance caiu como um balde de água fria nos ânimos do time visitante, que perdeu o espírito aguerrido, e diminuiu a ambição dos donos da casa, que passaram a jogar pela vantagem.
(Diário do Pará)
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