O handebol do Paysandu, um dos esportes mais vitoriosos do clube nas últimas temporadas, superando até mesmo o futebol profissional, “carro-chefe” da agremiação, é feito por um grupo de mulheres guerreiras. Mesmo sem grande apoio financeiro, como quase todas as modalidades chamadas amadoras no Pará, elas conseguem superar os obstáculos, com o time reinando absoluto há nove anos no cenário local. Um feito que merece todos os elogios, ainda mais quando se toma conhecimento de que até para realizarem um simples treino, elas tem suplantar muitas dificuldades.
A equipe bicolor tem em seu comando a técnica Davina Gadelha, 53 anos, um dos ícones da modalidade no Estado. A treinadora, na verdade, não se limita à preparação e direção do grupo em quadra. Ela é bem mais que isso, uma espécie de faz tudo, atuando também, entre outras funções, como coordenadora do departamento. “Sou como o Severino, aquele do ‘cara crachá’ que se vira pra todos os lados”, diz Davina, referindo-se ao personagem do programa de humor Zorra Total, protagonizado pelo comediante Paulo Silvino.
Time feminino da modalidade é um das mais vitoriosos do Papão nos últimos anos. (Foto: Diário do Pará)
A treinadora conta que a série de títulos estaduais rendeu ao Papão convites para a disputa a Copa do Brasil, em Fortaleza (CE), no período de 12 a 16 de maio, e a Copa dos Campeões, cujo local de disputa e seu período ainda não foram definidos pela Confederação Brasileira de Handebol (CBH). “O problema para disputar essas competições é o de sempre: a falta de patrocinadores”, revela.
Segundo Davina, as dificuldades só não são maiores em função do apoio do empresário Miguel Sampaio, do ex-presidente Vandick Lima e do atual vice-presidente Sérgio Serra. “São pessoas que sempre nos ajudaram dentro do possível. Esses são os nossos ‘padrinhos’”, diz.
(Diário do Pará)
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