No Dia Internacional da Mulher, as jogadoras e a treinadora do handebol do Paysandu merecem todas as homenagens possíveis, afinal de contas, o suor que derramam em quadra nos treinos e jogos do time é uma espécie de doação ao engrandecimento da modalidade no Pará. Para a técnica Davina Gadelha, a efeméride representa apenas uma das muitas datas festivas no calendário.
“Na verdade, a mulher tem de receber homenagem todos os dias, pela luta que trava no dia a dia e pelas conquistas que tem conseguido”, diz.
A treinadora, que está no Paysandu há 13 anos, ressalta que a cada ano a mulher vem ganhando mais autonomia, competindo, hoje, em igualdade com os homens, principalmente na área em que atua, o esporte. “Na época de minha mãe, por exemplo, a mulher não tinha todos os direitos que tem hoje”, salienta. Mas para chegar onde se encontra, o sexo feminino precisou partir para a luta e, como faz o handebol do Paysandu, superar todas as barreiras que surgem pela frente.
“Todo mundo sabe que aqui em Belém o carro-chefe dos nossos principais clubes é o futebol. Se ele vai bem, os outros esportes podem contar com um pouco mais de ajuda. Do contrário as coisas ficam complicadas”, observa. Apesar de tantos ventos contrários, o handebol do Pará, conforme lembra Davina, já revelou grandes atletas, algumas delas de destaque nacional e hoje atuando em centros mais evoluídos da modalidade..
(Diário do Pará)
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