A secretária legislativa Mayara Gemaque, em 2005, jamais imaginou um dia ser parte integrante do clube que começara a acompanhar assiduamente naquele vitorioso ano. Em 2005, enquanto o Remo conquistava a Série C, Mayara conquistava, mesmo sem saber, um lugar cativo que viria ser reconhecido dez anos depois. Hoje, Mayara é diretora do departamento feminino do Leão Azul e se enche de orgulho ao lembrar da história.
“Eu sempre estive do lado de fora. Comecei a ir para o estádio nesse ano. Posteriormente, formamos uma torcida feminina e aos poucos a nossa interação com direção do clube foi acontecendo”, relembra. Hoje em dia, o departamento feminino é uma realidade. “Acabou acontecendo naturalmente por eu ser presidente de uma torcida.Sempre mandei solicitações, pedi melhorias nas condições para as mulheres irem ao estádio e acabou dando resultado”, acrescenta.
Em 110 anos, esta é a primeira vez que o clube conta com um departamento feminino, que inclusive já traça metas ousadas. No último sábado, diversos grupos femininos participaram do primeiro encontro de mulheres remistas. Só na torcida Azulindas, da qual Mayara é presidente, existem 58 cadastradas, além de mais 17 grupos que reservam espaços cativos para as mulheres.
Hoje, o Remo tem duas modalidades esportivas com mulheres atletas: vôlei e natação. Segundo Mayara, o objetivo é expandir a representação também para o futebol. “Só o fato de termos essa diretoria, já é um fato inédito. Agora queremos garantir maior participação nossa na vida do clube e estamos conseguindo”, finaliza. Além de Mayara, o Remo tem atletas e conselheiras em seu quadro social.
(Diário do Pará)
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