Estrear no comando da equipe vencendo e ainda por cima com goleada era tudo o que o técnico Dado Cavalcanti mais queria para dar sequência ao seu trabalho no Paysandu. A vitória convincente do último sábado, sobre o Nacional-AM, deu ao treinador a certeza de que o time bicolor ainda pode render muito mais. A missão agora, conforme afirmou o comandante após a partida, é aperfeiçoar o que saiu bem e corrigir as falhas que foram mostradas pelo grupo nos 90 minutos.
Dado não escondeu que não gostou do relaxamento apresentado pela equipe nos últimos minutos do primeiro e segundo tempo. “É o tipo de coisa que não pode ocorrer. Hoje (sábado) tivemos um placar folgado, mas poderia ser outro resultado e esse relaxamento comprometeria a vitória”, alertou.
O treinador não poupou elogios ao volante Radamés, que, de fato, foi um dos principais nomes do time, mostrando bom entendimento com Recife, no meio de campo. “O Radamés me agradou muito. Ele nos ajudou bastante nessa vitória”, disse.
Sobre a forma mais livre como atuou o atacante Bruno Veiga, autor de dois dos quatro gols da equipe, o comandante afirmou: “Ele tem a liberdade para jogar dos dois lados do campo, abrindo espaço para os companheiros de equipe”.
DEVER CUMPRIDO
Os jogadores do Paysandu desceram para o vestiário no fim da partida com a consciência do dever cumprido. Mas, nas entrevistas, eles procuravam sempre ressaltar que, apesar dos 4 a 1, o time não deve comemorar a classificação antecipada. “No futebol temos visto tantas coisas, que só devemos festejar depois do segundo jogo”, alertou Augusto Recife.
O jogador com melhor atuação no sábado, tanto que deixou o campo no intervalo e no final sob aplausos da Fiel, Recife justificou a goleada obtida pelo time. “Quando o grupo está focado em um objetivo e abraça a causa as coisas acontecem, como aconteceu aqui”, apontou.
O volante Radamés, por sua vez, destacou a aplicação tática do time. “Houve uma grande entrega de todos. Nossa equipe foi bem superior a deles. Conseguimos marcar os gols no tempo certo”, avaliou. Já Aylon, que abriu caminho para a goleada comparou o comportamento do time com o da época do técnico Sidney Moraes. “A atitude da equipe em campo foi outra”, afirmou.
(Diário do Pará)
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